9 de abril de 2013

Resposta a um desafio

O desafio vem hoje no jornal Público e é o de Rita Brandão Guerra através do seu artigo, "Guião para resistir às tempestades políticas", onde compara as reacções de Sócrates ao chumbo do PEC IV e as de Passos Coelho ao chumbo dos quatro artigos do Orçamento, e constata que elas são aparentemente semelhantes, concluindo que: "em momentos em que a crise política se agita com a oposição a romper consensos, a lógica de contra-ataque dos chefes de governo é expressa por uma tese simples: enquanto o executivo se bate pela defesa dos interesses do país, o principal partido da oposição não resiste a jogadas demagógicas com eleições à vista". Então quais as diferenças? Em primeiro lugar, quanto a Sócrates como chefe de governo, sabemos qual foi a sua reacção ao chumbo do PEC IV, mas ele não é agora o chefe da oposição. Quanto a Passos Coelho, sim, sabemos a sua reacção num caso e noutro. Mas o que é importante é saber os motivos das reacções  dos dois chefes de governo aos chumbos, para constatar se elas, a de um e a de outro, parecendo semelhantes, realmente o são . E se o são, se ambas são justas. Vejamos, então! Apesar dos apelos do chefe de governo José Sócrates, o PEC IV, que já tinha a aprovação da UE, e evitava, no imediato, a vinda da troika, com êxito futuro ou não, nunca saberemos, foi chumbado por uma coligação de seis entidades que levou à queda do governo: Presidente da República (por vingança), PSD e CDS (pela cobiça de ir ao pote), BE, PCP e Verdes (por despeito, inveja e ódio). Apesar dos avisos de que havia artigos que atropelavam a Constituição, o governo de Passos Coelho insistiu neles e o Orçamento foi em parte chumbado pelo TC por conter artigos inconstitucionais. Em resumo, houve dois chumbos, duas reacções a eles com dizeres semelhantes, mas um coerente e outro inconveniente.  

1 comentário:

Maria Teresa Loureiro disse...

Partilhado pelas minhas redes :). Beijo da filha.