3 de outubro de 2008

O Kosovo, a M.F.L. e J.M.F.

Tenho muita consideração pelas opiniões da Ana Gomes, mas confesso que não compreendo a sua paixão pelo Kosovo. O Governo fez bem em não o reconhecer. Assim deviam ter feito aqueles países que embarcaram na asneirada dos EUA do Bush. Ao fazê-lo, por mais que digam que não, abriram um precedente, e já há exemplos disso. Só estranho é que Ana Gomes, e não só ela, não tenham reagido ao facto da Ferreira Leite, antes de revelar a posição do PSD sobre o Kosovo, o que ainda não fez, tenha ido ao Presidente da República pedir a opinião dele. A coitada não está bem! E ninguém se preocupa?
Parece que ao José Manuel Fernandes, o do Público, lhe apetece fugir do país. Eu, por mim, deixava-o ir. Para onde? Claro que para os EUA, embora o Bush, que ele tanto admira, ou admirou, se vá embora, que Deus o leve.
Cá por mim, mesmo confrontado com personalidades como a Manuela Ferreira Leite, na política, e o José Manuel Fernandes, na comunicação social, continuo a gostar de viver em Portugal.

26 de setembro de 2008

Não se lhes pode dar a mão...

Nem sempre, mas por vezes assisto ao programa televisivo, Quadratura do Círculo. Hoje assisti, na SIC notícias. Como sempre, estava lá a direita, representada por Pacheco Pereira e Lobo Xavier, e a esquerda, por António Costa. Não vou opinar sobre as opiniões dos três opiniosos. Quem sou eu para o fazer! Mas quero declarar a minha estranheza quanto ao facto de António Costa não ter reagido com desagrado, quando Pacheco Pereira, ao comentar o discurso do Primeiro ministro, ter chamado a este um político de plástico ou de plasticina. António Costa apenas se riu e encolheu os ombros, quando devia ter ficado sério e verberado Pacheco pela despropositada grosseria. Aliás, António Costa tem sido muito complacente com Pacheco Pereira que, quase sempre, o interrompe, quando ele está a expor as suas ideias. É uma técnica que Pacheco sabiamente explora. E ninguém lhe vai à mão, lamentavelmente.

Será só por mera estupidez?

É a propósito das notícias, sobre a ASAE, a respeito do leite chinês, no jornal Público, de hoje. Há nelas uma intenção de denegrir que não consigo compreender. Porquê este tão generalizado azar à ASAE que a comunicação social vem alimentando? Com erros, com imperfeições, por vezes com demasiada dureza, sem dúvida, mas não é em benefício da saúde pública que a ASAE actua? Ninguém o pode negar! Porquê, então, esta má vontade? O Público encontrou bebidas de leite chinês num supermercado chinês, e propagandeou a sua descoberta. Não teria sido mais atilado, mais responsável, face ao perigo, avisar logo a ASAE? Não! O Público preferiu o brilharete de, em primeira página, desmentir a ASAE. Cada um é como é!

8 de agosto de 2008

Poesia

O jornal Público oferecia hoje, aos seus leitores, grátis, o livro "os poemas da minha vida", de Maria Alzira Seixo. Excelente razão para recomendar, hoje, a sua aquisição. Um encontro com um texto de Maria Alzira Seixo é sempre um ganho a não perder. Sou um leitor inveterado, mas não, propriamente, de poesia. Não conheço muitos dos poemas escolhidos, mas vou ler, com a alma de poeta que não tenho, todos os que o livro alberga. Por interessante coincidência, o primeiro livro de poesia que Maria Alzira Seixo revela ter tido foi, também, o primeiro livro de poesia, não que eu tive, já possuia alguns herdados do meu avô, mas que eu comprei: "Obras Poéticas" de Manuel Bandeira, editado pela Minerva, e prefaciado por Henrique Galvão. Apenas um reparo magoado. De todos os poetas representados, a ausência de dois que eu sempre escolheria: António Botto e Armindo Rodrigues.

24 de julho de 2008

É burrice!

Errar é humano, mas insistir no erro é burrice! A comunicação social, não sei se toda, continua a dizer que o Presidente da República promulgou o acordo ortográfico. Ainda hoje ouvi tal asneira na TVI, dita também pelo sr. dr. Miguel Sousa Tavares. Caramba, é difícil perceber que o que P.R. fez foi ratificar o acordo? Promulgado já ele estava.

19 de julho de 2008

É a minha opinião!

É a minha opinião, quero dá-la, e faço-o já a frio. Aquilo não é uma simples sátira, não é liberdade de expressão, aquilo é difamação, é assassinato político. A caricatura do candidato à presidência dos EUA, com túnica e turbante como se fosse um árabe, acompanhado da mulher caricaturada como terrorista, de metralhadora a tiracolo, ambos de punhos fechados a tocarem-se, na Sala Oval, onde na lareira arde uma bandeira americana e na parede se expõe um retrato de Bin Laden, não é uma gracinha de mau gosto, é um ataque ofensivo, intencional e premeditado.
No editorial do Público, do passado dia 15, o director do jornal, diz que "a capa do New Yorker mostra que se deve defender sempre a liberdade de expressão (ela tem as costas cada vez mais largas, digo eu) e o direito à sátira (mesmo sendo infamante?, pergunto eu) e lembra-nos que os cidadãos não têm de ser tratados como tolos". Pois, pois! mas a verdade é que os cidadãos foram tratados como tolos, e tanto assim que o New Yorker já tinha no bolso a justificação. Logo que várias vozes se ouviram a considerar as caricaturas, racistas, sexistas, provocadoras, o jornal veio a declarar que, pelo contrário, a intenção era denunciar os ataques ao senador. Pois, pois!
Não sou pela censura, pela proibição, nem que se chame a polícia (o director do Público diz que por cá é o que se faz: chama-se a polícia). Mas a verdade é que em jornal que fosse meu não se publicaria uma coisa daquelas, nem sequer aquela outra, que foi agora recordada, do Papa com um preservativo pendurado no nariz. E não sou católico, nem crente, e até considero que a religião é um dos males da humanidade. Mas, apenas por uma questão de higiene!

2 de julho de 2008

As entrevistas

Assisti às duas, à da presidente do PPD/PSD, a senhora Manuela Ferreira Leite, e à do primeiro-ministro, o senhor José Socrates, e um único comentário se me impõe. Sem ofensa, não é possível comparar serradura com pão ralado.