8 de maio de 2018

O CASO, ainda

Já depois de ter escrito o meu comentário de ontem, tive ocasião de ler, na íntegra, o artigo, surpreendente, da jornalista Câncio, "A tragédia de Sócrates". Não vou comentá-lo, não tenho que o fazer, aliás, não tenho motivo nem saber para tal. Mas a estranheza, a surpresa, a curiosidade, impele-me a questionar. Porquê, só agora, e agora, passado tanto tempo, anos, a divulgação de tais considerandos, ligados a um CASO, que, quase diariamente, tem estado na ordem do dia? Porquê, só agora, e agora, a denúncia, que é também, (como não?), uma confissão. um pedido de desculpa? Arrependimento, remorso? De quê? Receio, medo? De quem? Mistério!

7 de maio de 2018

O CASO

Estou espantado, ainda me conseguem espantar, notícias, acontecimentos, atitudes, falas, silêncios, passados tantos anos. Penso para mim próprio, sempre haverá bruxas? Interrogo-me, é ou não de acreditar na teoria da conspiração? Adiante!
Como é de prever, o assunto é. como eu lhe chamo "O caso Sócrates". Depois das surpreendentes, e, cautelosamente preventivas, declarações dos dirigentes socialistas, Costa, César, Galamba, Medina, etc., e das várias opiniões críticas, de diferentes humores, que a elas se seguiram, como as de Vicente Jorge Silva (Sócrates e o preço da cegueira política) ou de Rui Tavares (O anti-Sócrates), vêm agora as denúncias da jornalista Fernanda Câncio, ex-namorada de Sócrates,(A tragédia de Sócrates: mentiu, mentiu e tornou a mentir), e a inesperada, ou talvez não, reacção de Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD, a tais denúncias (a inesperada desfaçatez dela).
Isto vai ficar por aqui? Certamente que não, e vai aquecer. Porque algo ou alguém os incomoda, porque algo ou alguém os assusta, porque algo ou alguém os amedronta.

5 de maio de 2018

A propósito

Cidadão de esquerda, votante e apoiante, solidário, da esquerda política, nunca fui, nem virei já a ser, militante partidário. Nunca me dispus a dar o passo. Feitios.  Os anos foram passando e hoje sou apenas um eleitor, conformado, do socialismo democrático. Conformado e, algumas vezes, desiludido, como na hora presente. Porquê? Devido à reviravolta de atitude da Direcção do PS face, chamemos-lhe assim, ao "Caso Sócrates". Depois de cinco anos de um silêncio sepulcral sobre o controverso Processo  Marquês, sobre tudo o quanto à sua volta tem acontecido, vêm agora alguns dos seus principais dirigentes, com destaque para Carlos César, líder da bancada socialista na AR, fazer declarações que provocaram uma imediata, responsável e digna resposta de José Sócrates, ex-secretário geral do PS e ex-primeiro ministro, desfiliando-se do partido, e deram origem ao júbilo da direita política, justiceira e jornalística, que bem se tem aproveitado do acontecido.                    Se há alguma vergonha a ter é a da atitude destrambelhada da Direcção do PS. Exemplo: "António Costa acaba de declarar que foi apanhado de surpresa pelas declarações de César".  

1 de maio de 2018

Viva o mês de Maio!

Depois de Abril, do seu dia 25, daquele em que Portugal, em 1974, repudiou a ditadura e se libertou do fascismo, nunca o esqueçamos, eis Maio e o seu dia 1, aquele em que se comemora o Dia do Trabalhador. E como eu recordo, e como tantos, como eu, recordarão, o exaltante primeiro 1º de Maio em liberdade, de 1974, com o céu azul, o sol a brilhar, e todos juntos a gritarmos: Fascismo nunca mais! O povo unido jamais será vencido!
Mas, para além do que acabo de recordar, o mês de Maio traz-nos, a mim e à Helena, alegrias que nos levam a considerá-lo um mês mágico, a saber: no dia 1 de Maio de 1959, nasceu-nos o filho Manuel José, ele faz hoje 59 anos; no dia 11 de Maio de 1996, nasceu-nos a neta Beatriz; no dia 15 de Maio de 1964, nasceu-nos a filha Maria Teresa.
Digam-me lá, então, se não devemos gritar: Viva Maio!   

25 de abril de 2018

25 de Abril, sempre

Desculpem-me a insistência, mas o tema é tão impositivo e importante, não só para mim como para todos, que não consigo abandoná-lo sem um alerta. Não basta gritarmos: "25 de Abril, sempre", só no dia 25 de Abril, é imperioso que todos os dias sejam, para nós o, "25 de Abril, sempre". Sim, vencemos o fascismo, mas não eliminámos o fascismo. O fascismo é como a peste, se lhe virarmos as costas, ele retorna. Atentemos nos sinais inquietantes que nos chegam desse mundo a que pertencemos, de que não estamos imunes, e cuidemo-nos, ou o futuro poderá não ser nada risonho.

25 de Abril, sempre

Vivi 46 anos num país subjugado pelo fascismo: Portugal. Não o mais feroz, certo, mas não o menos negativo, o menos odioso, o menos falso. Vivo , agora, e desde há 43 anos, num país democrático: Portugal. A reviravolta deu-se no dia 25 de Abril de 1974 após uma revolução que, para espanto do mundo, foi, bem se pode afirmar, pacífica. O povo, unindo-se à volta das suas forças armadas venceu o fascismo, para nunca mais: 25 de Abril, sempre.
 

24 de abril de 2018

25 de Abril, sempre

Ainda não é o meu regresso, nem sei se tal ainda virá a acontecer, mas o que eu não podia era deixar de estar presente, deixar de prestar homenagem a este dia glorioso, deixar de gritar bem alto:

                                                           25 de Abril, sempre