5 de agosto de 2007
Surpreendentemente, o senhor Presidente da República mostrou-se surpreendido com a demissão da senhora directora do Museu de Arte Antiga, pelo que é de presumir que não leu, nem lhe foi dado conhecimento, em devido tempo, do teor das duas entrevistas que a dita senhora deu ao jornal Público, uma antes e outra depois do seu despedimento. Só assim se compreende a sua surpresa. Na verdade, o que faria o senhor Presidente da República se, quando foi Primeiro Ministro, algum funcionário público fosse para os jornais censurá-lo, a ele e à sua política governamental? Mantinha-o no seu lugar, dando-lhe razão, ou punha-o a andar?
3 de agosto de 2007
O caso do Museu de Arte Antiga
A directora do Museu de Arte Antiga, cujo excelente trabalho ninguém contesta, não será reconduzida no seu cargo. Porquê? Muito simplesmente porque deu uma entrevista aos jornais em que criticou a política definida pelo Ministério da Cultura, censurou a ministra e o director do Instituto dos Museus e da Conservação, e declarou que se tudo continuasse como estava talvez não valesse a pena continuar. Ou seja "borrou" a pintura. Era inevitável que acontecesse o que aconteceu, depois de tais declarações públicas, por muitos elogios que se possam fazer ao seu trabalho. Aliás, a senhora directora, em segunda entrevista, já depois de lhe ter sido comunicada a decisão, afirmou que não se arrependia e voltaria fazer as mesma coisas, o que reforça a ideia que o despedimento era a única solução. Ninguém é insubstituível.
1 de agosto de 2007
Ainda o caso Charrua
A Ministra da Educação foi à Assembleia da República, à Comissão parlamentar de Educação, dar esclarecimentos sobre o caso Charrua. E eles foram que tinha havido insulto e não, apenas, uma piada jocosa, e que o mesmo fora proferido no local de trabalho, num espaço público, e ouvido por várias testemunhas. Estes factos não foram contestados, mas os deputados da oposição continuaram e continuam muito incomodados com os incómodos feitos ao dito Charrua.
Eles lá sabem porquê. Sobre que vi e ouvi na TV, e para finalizar, retive esta pérola informativa:
Um senhor deputado do PSD observou que no Porto era habitual as pessoas chamarem umas às outras aquilo que o senhor Charrua chamou ao Primeiro Ministro. Se não foi isto que ele quiz dizer, desde já, peço imensa desculpa.
Eles lá sabem porquê. Sobre que vi e ouvi na TV, e para finalizar, retive esta pérola informativa:
Um senhor deputado do PSD observou que no Porto era habitual as pessoas chamarem umas às outras aquilo que o senhor Charrua chamou ao Primeiro Ministro. Se não foi isto que ele quiz dizer, desde já, peço imensa desculpa.
28 de julho de 2007
A propósito do Caso Charruas
Pode, impunemente, um deputado da Nação, insultar da maneira mais reles, um órgão de soberania? Pode-se invocar para defesa de tal acto a tão badalada "liberdade de expressão"?
Pode ser classificada de piada ou brejeirice a frase: "Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta"? (Jornal Público de 26/07/2007).
O tal amigo denunciante tem sido vivamente censurado. Muito bem, eu também teria preferido que ele, se se sentiu provocado e ofendido, tivesse avançado não com uma delação mas com um par de estalos, mas a denúncia ou a delação será sempre de condenar, desprezar, repudiar? É isso que acontece? Por exemplo, o que vem das chamadas "fontes" dos jornalistas não são delações? São! Eles ignoram-nas indignados ou servem-se delas, gulosamente? E as cartas anónimas enviadas para a justiça ou para a polícia, não são delações? São! Será que por serem delações e, ainda por cima, anónimas, são atiradas para o lixo? Julgo que não.
Parece que o caso ainda vai à Assembeia da República. Oxalá tudo fique bem explicado e esclarecido.
Pode ser classificada de piada ou brejeirice a frase: "Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta"? (Jornal Público de 26/07/2007).
O tal amigo denunciante tem sido vivamente censurado. Muito bem, eu também teria preferido que ele, se se sentiu provocado e ofendido, tivesse avançado não com uma delação mas com um par de estalos, mas a denúncia ou a delação será sempre de condenar, desprezar, repudiar? É isso que acontece? Por exemplo, o que vem das chamadas "fontes" dos jornalistas não são delações? São! Eles ignoram-nas indignados ou servem-se delas, gulosamente? E as cartas anónimas enviadas para a justiça ou para a polícia, não são delações? São! Será que por serem delações e, ainda por cima, anónimas, são atiradas para o lixo? Julgo que não.
Parece que o caso ainda vai à Assembeia da República. Oxalá tudo fique bem explicado e esclarecido.
6 de julho de 2007
MANUEL JOSÉ TRINDADE LOUREIRO
CRONOLOGIA DO
FANTÁSTICO, DA FICÇÃO
CIENTÍFICA, E GÉNEROS
AFINS, NA LITERATURA
PORTUGUESA
PRÓLOGO
O presente trabalho, como o próprio título revela, consiste numa relação cronológica de textos de ficção, de autores portugueses, que pelo seu conteúdo e/ou estrutura são, ou podem ser, considerados dos géneros fantástico, de ficção científica, ou afins a estes, como o estranho e o maravilhoso, duas vertentes do fantástico, o negro, também designado terror ou horror, o sobrenatural, companheiro dilecto do terror, e ainda o surrealismo e até o realismo fantástico.
O critério de escolha dos textos não foi rígido, pelo que é admissível que haja alguns que não se enquadrem, ou rigorosamente não pertençam a este vasto universo literário, e, por outro lado, a busca não foi tão exaustiva que se possa pôr de parte a hipótese, muito provável, de haver títulos injustamente ausentes. De certo que os há. Quanto aos comentários, que não cobrem todos os textos, não houve, aliás, acesso a alguns deles, são essencialmente informativos, tendo-se evitado, naturalmente, juízos de valor.
Os séculos XVII e XVIII foram deixados de fora devido à quase inexistência de textos que, pelas suas características e interesse, justificassem o seu recrutamento. As excepções, que sempre se encontram, são dois textos de inegável qualidade que não podiam deixar de ser considerados: História do Futuro, do Padre António Vieira, e Obras do Diabinho da Mão Furada, supostamente, de António José da Silva, o Judeu.
A narrativa sobre o Diabinho, também designado por Fradinho, tenha sido ou não o Judeu o seu autor, é um texto do século XVIII, assim está provado, mas que só foi divulgado no século seguinte, em 1861, o que permitiu repescá-lo, dada a sua temática e estrutura. Quanto à História do Futuro, que começou a ser escrita em 1649, e só foi publicada, postumamente, no século XVIII, uma vez em 1718 e outra em 1755, e várias no século XIX, considerou-se abusivo introduzir o discurso profético do Padre António Vieira no mundo literário desta cronologia.
Mesmo nos séculos XIX e XX, do universo dos nossos escritores, raros foram os que se dedicaram preferencialmente a tais géneros, embora, uma boa parte deles, incluindo alguns dos mais considerados, tenha revelado nos seus textos grande atracção pelo fantástico.
O que nos trará o século XXI?
SÉCULO XIX
A Dama Pé-de-Cabra, de Alexandre Herculano
Conto que tem por subtítulo, Rimance de um Jogral, uma lenda do século XI, e que foi publicado no nº 88 do periódico, O Panorama, de 2 de Setembro de 1843, e mais tarde, em 1851, incluido no livro, Lendas e Narrativas: (O Alcaide de Santarém; Arrhas por Foro d’ Hespanha; O Castelo de Faria; A Abóbada; A Dama Pé-de-Cabra; O Bispo Negro; A Morte do Lidador; O Pároco da Aldeia; De Jersey a Granville). É a história de uma formosa dama que morre em pecado por ter cometido adultério, daí resultando que a sua alma vá para o inferno, ficando ao serviço de Belzebú como alma penada, e o que daí resulta.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. A Dama Pé-de-Cabra, edição 1986, Edições Rolim, colecção Fantástica-24, Lisboa.
A Estrela Brilhante, de Eduardo Augusto de Faria
Um longo e intrincado romance de mistério, magia, e um extenso rol de crimes, impresso, em 1845, na Typ. Revolução de Setembro, de Lisboa.
A Torre de Caim, de Luiz Augusto Rebelo da Silva
Conto cuja origem é uma lenda do século XI, uma tragédia de amores e ódios dominados pelo sobrenatural, publicado pela primeira vez no periódico, O Panorama, de Setembro de 1846.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Feiticeira do Douro, de Eduardo Augusto de Faria
Romance editado, em 1847, pelo Editor – I. C. d’Aguiar, de Lisboa. História de uma vingança em cumprimento de uma profecia. A protagonista é a moira Zulmira (disfarçada na bruxa Ramizel) e quase tudo se passa nos subterrâneos tenebrosos do castelo da Murta.
O Esqueleto, de Camilo Castelo Branco
A chamada literatura “negra” portuguesa deve a Camilo Castelo Branco algumas das suas obras mais representativas, onde estão presentes todos os elementos do horror da literatura gótica, em particular o macabro, mas não o sobrenatural que Camilo, ao contrário de Herculano, não utilizou. O Esqueleto, um pequeno romance publicado, em folhetins, no jornal, O Nacional, do Porto, nos dias 10, 13 e 14 de Julho de 1848, é a primeira dessas obras. Uma história macabra que se desenrola num clima de pesadelo. Uma jovem, Amália de seu nome, é seduzida, esquecida, e, tendo engravidado, morre durante o parto. Segue-se a vingança levada a cabo pelo irmão, que esconde e preserva o cadáver de Amália, para mais tarde atrair o sedutor a sua casa e lançar-lhe nos braços o esqueleto da jovem, antes de o esfaquiar mortalmente. Este texto, como outros posteriores, revela uma certa obsessão de Camilo pelo desenterramento de cadáveres, o que parece ter sido motivado por algo que presenciou ou de que teve íntimo conhecimento na sua juventude.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. O Esqueleto, Edição de 1985, Edições Rolim, Colecção Fantástico-17, Lisboa.
Ódio Velho Não Cansa, de Luiz Augusto Rebello da Silva
Romance histórico, publicado pelo jornal lisboeta, A Época, em 1848/49, e que integra o conto, A Torre de Caim.
Rui de Miranda, de Ayres Pinto de Sousa de Mendonça e Meneses
Romance histórico, tipicamente gótico, de terrível violência conjugal, que tem como pano de fundo a batalha de Alcácer-Quibir, impresso, em 1849, na Typ. R. P. Marinho, de Lisboa.
Anátema, de Camilo Castelo Branco
Um longo e tenebroso romance, cujo primeiro capítulo saiu no nº 18 do jornal lisboeta, A Semana, em 1850, tendo sido impresso, em livro, no ano seguinte, 1851, na Typ. de Faria Guimarães, do Porto.
Os Mistérios de Lisboa e dos Seus Crimes, de Camilo Castelo Branco
Romance publicado, inicialmente, em folhetins, no periódico portuense O Nacional, e depois impresso em livro, em 1854, pela Tipografia J. J. G. Bastos, do Porto. Um chorrilho sem fim de crimes e outras malvadezas.
A Caveira, de Camilo Castelo Branco
Pequeno romance onde, por razões sentimentais, se leva a cabo o desenterramento de um cadáver para se lhe roubar a caveira. A primeira edição é de 1855, da Ed. A. J. da Silva Teixeira, do Porto.
O Livro Negro do Padre Diniz, de Camilo Castelo Branco
Romance impresso, em 1855, na Tipografia F. G. da Fonseca, do Porto. É a continuação de Os Mistérios de Lisboa e dos Seus Crimes.
Obras do Diabinho (ou Fradinho) da Mão Furada, de autor Anónimo
Narrativa de autor deconhecido, mas que alguns estudiosos atribuem a António José da Silva, o Judeu, (1705-1739), só divulgada em 1861, no Brasil, pelo poeta e dramaturgo Manuel Araújo Porto Alegre, e no ano seguinte (1862) em Portugal, publicada em folhetins, pela revista, Archivo Pittoresco. Descreve a viagem de regresso a sua casa, em Lisboa, vindo da guerra de Flandres, onde servira nas milícias de Filipe II, do soldado André Peralta, e do seu encontro, durante a mesma, com o Fradinho da Mão Furada (o diabo em figura de gente) que irá impôr a sua presença, e a sua influência maliciosa, durante boa parte do percurso. História, pois, com dois protagonistas, representando o soldado, o mundo real, e o diabinho, o sobrenatural. Episódios reais e irreais sucedem-se e embaraçam-se, pois, durante toda a novela.
v. Edição de 1973, com apresentação de João Gaspar Simões, Editora Arcádia, colecção Os Grandes Esquecidos, Lisboa.
Uma Récita do “Roberto do Diabo”, de Júlio César Machado
Conto do livro Contos ao Luar: (Os Noivos; Pedrinho; Uma Récita do “Roberto do Diabo”; Salvador e Madalena; O Casal; As Festas da Nazaré; Os Dois Pescadores de Leça da Palmeira; Memórias de um Baile), publicado em 1861, (três edições), e em 1889, com um prefácio de Vítor V. Ferreira, intitulado, Um Homem Tranquilo. É uma história escrita na primeira pessoa que se desenvolve em três planos e dura o tempo de representação da ópera Roberto do Diabo. Ao enredo da ópera (primeiro plano), de cariz fantástico, vamos tendo acesso pelo narrador que a ela está a assistir. Ao longo do espectáculo este é interpelado pelo seu vizinho, com quem vai trocando impressões sobre a representação (segundo plano), o qual, que se virá a saber ser um louco, nos intervalos, lhe revela uma história tenebrosa (terceiro plano), um parricídio, insinuando que é ele próprio o criminoso.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. Uma Récita do “Roberto do Diabo”, edição de 1984, Edições Rolim, Colecção Fantástico-6, Lisboa.
Coisas Espantosas, de Camilo Castelo Branco
Romance social, cuja primeira edição é de 1862, da Livraria António Maria Pereira, de Lisboa.
A Igreja Profanada, de Manuel Pinheiro Chagas
Conto publicado no volume V da Revista Contemporânea Portugal e Brasil, de 1864/65. História trágica, marcada pelo sobrenatural e pelo erotismo, com o mar, simultaneamente destruidor e redentor, em pano de fundo. Inês e Guilherme, irmãos incestuosos, assassinam o padre que os condena e profanam a igreja construida pelo pai de ambos, que os afronta. Igreja e profanadores são engolidos pelo mar.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Torre Derrocada, de A. Osório de Vasconcelos
Conto publicado, como o anterior, no volume V da Revista Contemporânea Portugal e Brasil, de 1864/65, historiando ele também uma tragédia que o mar acolhe e onde uma vez mais estão presentes o sobrenatural e o erotismo. Rosalinda, habitante da velha torre de vigia contra as invasões dos piratas, vende a alma ao diabo para voltar a ter nos braços o seu amante, D. Álvaro, morto na guerra. A sua alma é condenada a penar no mar, qual sereia, para todo o sempre.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Contos Fantásticos, de Teófilo Braga
Do autor enquanto jovem, uma colectânea de catorze pequenas histórias de cariz romântico, sentimental e mórbido, com o amor sempre ensombrado pela morte, em ambientes trágicos, sobrenaturais, misteriosos: (Asas Brancas; O Véu; A Estrela d’Alva; Lava de um Crâneo; Beijos por Facadas; A Ogiva Sombria; As Águias do Norte; O Relógio de Estrasburgo; Um Êrro no Calendário; A Adega de Funck; Revelação de um Carácter; O Sonho da Esmeralda; O Evangelho da Desgraça; Aquela Máscara). A primeira edição data de 1865, impressa na Typographia Universal, de Lisboa.
O Esqueleto, de Camilo Castelo Branco
Romance publicado, em 1865, pela Livraria Campos Júnior, de Lisboa. História macabra que nada tem a ver com a do romance homónimo de 1848.
A Estátua Viva, de Álvaro do Carvalhal
Conto melodramático, satírico e provocador, a roçar a farsa, publicado, na Revista de Coimbra, nºs 2 e 3 a 8, entre 1865 e 1866, que foi rebaptizado com o título Os Canibais ao ser incluido no livro, Contos, publicado em 1868. Há três heróis em destaque: D. João (uma versão patética do eterno sedutor), o visconde de Aveleda (a estátua irónica do comendador) e a infeliz e frágil Margarida. D. João enamora-se de Margarida, mas esta apaixona-se pelo visconde e casa com ele. O trágico é que uma parte do corpo do visconde é de pedra, e quando ele o revela, Margarida suicida-se atirando-se de uma janela. D. João, desesperado suicida-se, por sua vez, com um tiro, junto do cadáver da sua amada. E o visconde, a quem só resta, também, suicidar-se, lança-se às labaredas do seu fogão de sala. A carne assada do seu corpo é comida pelos seus herdeiros, o pai e os irmãos de Margarida.
v. Antologia do Conto Fantásico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa
v. Os Canibais, edição de 1984, Edições Rolim, colecção Fantástico-5, Lisboa.
Contos e Lendas, de Luiz Augusto Rebello da Silva
Os contos e as lendas, reunidos em livro editado, em 1866, pelo editor Matos Moreira, de Lisboa, são: (A Torre de Caim; O Castelo de Almourol; A Camisa do Noivado; Última Corrida de Touros em Salvaterra; Tomada de Ceuta; A Pena de Talião).
Notas Marginais, de Eça de Queiroz
Do escritor enquanto jovem, estes escritos de grande irreverência estilística e temática, visionários, fantasistas, por vezes fantasmagóricos. São vinte folhetins publicados na, Gazeta de Portugal: (Notas Marginais; Sinfonia de Abertura; Macbeth; Poetas do Mal; A Ladaínha da Dor; Os Mortos; As Misérias; Farsas; Ao Acaso; O “Miantonomah”; Misticismo Humorístico; O Milhafre; Lisboa; O Senhor Diabo; Uma Carta; Da Pintura em Portugal; O Lume; Mefistófeles; Onfália Benoiton; Memórias de Uma Forca), entre Março de 1866 e Dezembro de 1867, e um no, Revolução de Setembro: (A Morte de Jesus), entre Abril e Julho de 1870. Postumamente, em 1905, os textos foram compilados num volume a que foi dado o título de Prosas Bárbaras.
A Dama Pé-de-Cabra, de Alexandre Herculano
Conto que tem por subtítulo, Rimance de um Jogral, uma lenda do século XI, e que foi publicado no nº 88 do periódico, O Panorama, de 2 de Setembro de 1843, e mais tarde, em 1851, incluido no livro, Lendas e Narrativas: (O Alcaide de Santarém; Arrhas por Foro d’ Hespanha; O Castelo de Faria; A Abóbada; A Dama Pé-de-Cabra; O Bispo Negro; A Morte do Lidador; O Pároco da Aldeia; De Jersey a Granville). É a história de uma formosa dama que morre em pecado por ter cometido adultério, daí resultando que a sua alma vá para o inferno, ficando ao serviço de Belzebú como alma penada, e o que daí resulta.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. A Dama Pé-de-Cabra, edição 1986, Edições Rolim, colecção Fantástica-24, Lisboa.
A Estrela Brilhante, de Eduardo Augusto de Faria
Um longo e intrincado romance de mistério, magia, e um extenso rol de crimes, impresso, em 1845, na Typ. Revolução de Setembro, de Lisboa.
A Torre de Caim, de Luiz Augusto Rebelo da Silva
Conto cuja origem é uma lenda do século XI, uma tragédia de amores e ódios dominados pelo sobrenatural, publicado pela primeira vez no periódico, O Panorama, de Setembro de 1846.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Feiticeira do Douro, de Eduardo Augusto de Faria
Romance editado, em 1847, pelo Editor – I. C. d’Aguiar, de Lisboa. História de uma vingança em cumprimento de uma profecia. A protagonista é a moira Zulmira (disfarçada na bruxa Ramizel) e quase tudo se passa nos subterrâneos tenebrosos do castelo da Murta.
O Esqueleto, de Camilo Castelo Branco
A chamada literatura “negra” portuguesa deve a Camilo Castelo Branco algumas das suas obras mais representativas, onde estão presentes todos os elementos do horror da literatura gótica, em particular o macabro, mas não o sobrenatural que Camilo, ao contrário de Herculano, não utilizou. O Esqueleto, um pequeno romance publicado, em folhetins, no jornal, O Nacional, do Porto, nos dias 10, 13 e 14 de Julho de 1848, é a primeira dessas obras. Uma história macabra que se desenrola num clima de pesadelo. Uma jovem, Amália de seu nome, é seduzida, esquecida, e, tendo engravidado, morre durante o parto. Segue-se a vingança levada a cabo pelo irmão, que esconde e preserva o cadáver de Amália, para mais tarde atrair o sedutor a sua casa e lançar-lhe nos braços o esqueleto da jovem, antes de o esfaquiar mortalmente. Este texto, como outros posteriores, revela uma certa obsessão de Camilo pelo desenterramento de cadáveres, o que parece ter sido motivado por algo que presenciou ou de que teve íntimo conhecimento na sua juventude.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. O Esqueleto, Edição de 1985, Edições Rolim, Colecção Fantástico-17, Lisboa.
Ódio Velho Não Cansa, de Luiz Augusto Rebello da Silva
Romance histórico, publicado pelo jornal lisboeta, A Época, em 1848/49, e que integra o conto, A Torre de Caim.
Rui de Miranda, de Ayres Pinto de Sousa de Mendonça e Meneses
Romance histórico, tipicamente gótico, de terrível violência conjugal, que tem como pano de fundo a batalha de Alcácer-Quibir, impresso, em 1849, na Typ. R. P. Marinho, de Lisboa.
Anátema, de Camilo Castelo Branco
Um longo e tenebroso romance, cujo primeiro capítulo saiu no nº 18 do jornal lisboeta, A Semana, em 1850, tendo sido impresso, em livro, no ano seguinte, 1851, na Typ. de Faria Guimarães, do Porto.
Os Mistérios de Lisboa e dos Seus Crimes, de Camilo Castelo Branco
Romance publicado, inicialmente, em folhetins, no periódico portuense O Nacional, e depois impresso em livro, em 1854, pela Tipografia J. J. G. Bastos, do Porto. Um chorrilho sem fim de crimes e outras malvadezas.
A Caveira, de Camilo Castelo Branco
Pequeno romance onde, por razões sentimentais, se leva a cabo o desenterramento de um cadáver para se lhe roubar a caveira. A primeira edição é de 1855, da Ed. A. J. da Silva Teixeira, do Porto.
O Livro Negro do Padre Diniz, de Camilo Castelo Branco
Romance impresso, em 1855, na Tipografia F. G. da Fonseca, do Porto. É a continuação de Os Mistérios de Lisboa e dos Seus Crimes.
Obras do Diabinho (ou Fradinho) da Mão Furada, de autor Anónimo
Narrativa de autor deconhecido, mas que alguns estudiosos atribuem a António José da Silva, o Judeu, (1705-1739), só divulgada em 1861, no Brasil, pelo poeta e dramaturgo Manuel Araújo Porto Alegre, e no ano seguinte (1862) em Portugal, publicada em folhetins, pela revista, Archivo Pittoresco. Descreve a viagem de regresso a sua casa, em Lisboa, vindo da guerra de Flandres, onde servira nas milícias de Filipe II, do soldado André Peralta, e do seu encontro, durante a mesma, com o Fradinho da Mão Furada (o diabo em figura de gente) que irá impôr a sua presença, e a sua influência maliciosa, durante boa parte do percurso. História, pois, com dois protagonistas, representando o soldado, o mundo real, e o diabinho, o sobrenatural. Episódios reais e irreais sucedem-se e embaraçam-se, pois, durante toda a novela.
v. Edição de 1973, com apresentação de João Gaspar Simões, Editora Arcádia, colecção Os Grandes Esquecidos, Lisboa.
Uma Récita do “Roberto do Diabo”, de Júlio César Machado
Conto do livro Contos ao Luar: (Os Noivos; Pedrinho; Uma Récita do “Roberto do Diabo”; Salvador e Madalena; O Casal; As Festas da Nazaré; Os Dois Pescadores de Leça da Palmeira; Memórias de um Baile), publicado em 1861, (três edições), e em 1889, com um prefácio de Vítor V. Ferreira, intitulado, Um Homem Tranquilo. É uma história escrita na primeira pessoa que se desenvolve em três planos e dura o tempo de representação da ópera Roberto do Diabo. Ao enredo da ópera (primeiro plano), de cariz fantástico, vamos tendo acesso pelo narrador que a ela está a assistir. Ao longo do espectáculo este é interpelado pelo seu vizinho, com quem vai trocando impressões sobre a representação (segundo plano), o qual, que se virá a saber ser um louco, nos intervalos, lhe revela uma história tenebrosa (terceiro plano), um parricídio, insinuando que é ele próprio o criminoso.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
v. Uma Récita do “Roberto do Diabo”, edição de 1984, Edições Rolim, Colecção Fantástico-6, Lisboa.
Coisas Espantosas, de Camilo Castelo Branco
Romance social, cuja primeira edição é de 1862, da Livraria António Maria Pereira, de Lisboa.
A Igreja Profanada, de Manuel Pinheiro Chagas
Conto publicado no volume V da Revista Contemporânea Portugal e Brasil, de 1864/65. História trágica, marcada pelo sobrenatural e pelo erotismo, com o mar, simultaneamente destruidor e redentor, em pano de fundo. Inês e Guilherme, irmãos incestuosos, assassinam o padre que os condena e profanam a igreja construida pelo pai de ambos, que os afronta. Igreja e profanadores são engolidos pelo mar.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Torre Derrocada, de A. Osório de Vasconcelos
Conto publicado, como o anterior, no volume V da Revista Contemporânea Portugal e Brasil, de 1864/65, historiando ele também uma tragédia que o mar acolhe e onde uma vez mais estão presentes o sobrenatural e o erotismo. Rosalinda, habitante da velha torre de vigia contra as invasões dos piratas, vende a alma ao diabo para voltar a ter nos braços o seu amante, D. Álvaro, morto na guerra. A sua alma é condenada a penar no mar, qual sereia, para todo o sempre.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Contos Fantásticos, de Teófilo Braga
Do autor enquanto jovem, uma colectânea de catorze pequenas histórias de cariz romântico, sentimental e mórbido, com o amor sempre ensombrado pela morte, em ambientes trágicos, sobrenaturais, misteriosos: (Asas Brancas; O Véu; A Estrela d’Alva; Lava de um Crâneo; Beijos por Facadas; A Ogiva Sombria; As Águias do Norte; O Relógio de Estrasburgo; Um Êrro no Calendário; A Adega de Funck; Revelação de um Carácter; O Sonho da Esmeralda; O Evangelho da Desgraça; Aquela Máscara). A primeira edição data de 1865, impressa na Typographia Universal, de Lisboa.
O Esqueleto, de Camilo Castelo Branco
Romance publicado, em 1865, pela Livraria Campos Júnior, de Lisboa. História macabra que nada tem a ver com a do romance homónimo de 1848.
A Estátua Viva, de Álvaro do Carvalhal
Conto melodramático, satírico e provocador, a roçar a farsa, publicado, na Revista de Coimbra, nºs 2 e 3 a 8, entre 1865 e 1866, que foi rebaptizado com o título Os Canibais ao ser incluido no livro, Contos, publicado em 1868. Há três heróis em destaque: D. João (uma versão patética do eterno sedutor), o visconde de Aveleda (a estátua irónica do comendador) e a infeliz e frágil Margarida. D. João enamora-se de Margarida, mas esta apaixona-se pelo visconde e casa com ele. O trágico é que uma parte do corpo do visconde é de pedra, e quando ele o revela, Margarida suicida-se atirando-se de uma janela. D. João, desesperado suicida-se, por sua vez, com um tiro, junto do cadáver da sua amada. E o visconde, a quem só resta, também, suicidar-se, lança-se às labaredas do seu fogão de sala. A carne assada do seu corpo é comida pelos seus herdeiros, o pai e os irmãos de Margarida.
v. Antologia do Conto Fantásico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa
v. Os Canibais, edição de 1984, Edições Rolim, colecção Fantástico-5, Lisboa.
Contos e Lendas, de Luiz Augusto Rebello da Silva
Os contos e as lendas, reunidos em livro editado, em 1866, pelo editor Matos Moreira, de Lisboa, são: (A Torre de Caim; O Castelo de Almourol; A Camisa do Noivado; Última Corrida de Touros em Salvaterra; Tomada de Ceuta; A Pena de Talião).
Notas Marginais, de Eça de Queiroz
Do escritor enquanto jovem, estes escritos de grande irreverência estilística e temática, visionários, fantasistas, por vezes fantasmagóricos. São vinte folhetins publicados na, Gazeta de Portugal: (Notas Marginais; Sinfonia de Abertura; Macbeth; Poetas do Mal; A Ladaínha da Dor; Os Mortos; As Misérias; Farsas; Ao Acaso; O “Miantonomah”; Misticismo Humorístico; O Milhafre; Lisboa; O Senhor Diabo; Uma Carta; Da Pintura em Portugal; O Lume; Mefistófeles; Onfália Benoiton; Memórias de Uma Forca), entre Março de 1866 e Dezembro de 1867, e um no, Revolução de Setembro: (A Morte de Jesus), entre Abril e Julho de 1870. Postumamente, em 1905, os textos foram compilados num volume a que foi dado o título de Prosas Bárbaras.
Contos, de Álvaro do Carvalhal
Seis histórias arrepiantes, bem características da literatura negra: (Os Canibais; O Punhal de Rosaura; A Febre do Jogo; A Vestal; Honra Antiga; J. Moreno), escritas entre 1865 e 1868, e publicadas em livro, nesse último ano, pelo editor Simões Dias, do Porto.
v. 6 Contos Frenéticos, 1ª edição, 1978, Editora Arcádia, colecção Meia-Noite, Lisboa.
O Mandarim, de Eça de Queiroz
Romance publicado em folhetins no Diário de Portugal, em Julho de 1880, e republicado, em livro, em versão integral, no ano seguinte, 1881. Uma parábola. O amanuense Teodoro, seduzido pelo diabo que lhe garante a impunidade, aceita matar um homem, um mandarim, a viver lá para os confins da China, e, assim, herdar a sua fortuna, tendo para o efeito apenas que tocar uma campaínha. O remorso, ao vir, é devastador, mas tardio. E a mensagem final é: “Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o Mandarim!”
O País das Uvas, de Fialho de Almeida
Livro de contos publicado 1893: (Pelos Campos; Ao Sol; As Vindimas; Os Pobres; Amores de Sevilhano; O Filho; A Taça do Rei Thule; O Cancro; Conto de Natal; A Princesinha das Rosas; Divorciada; O Anão; Tragédia na Árvore; A Velha; Idílio Triste; O Corvo; O Antiquário; O Menino Jesus do Paraíso; O Conto do Almocreve e do Diabo; Três Cadáveres). Vinte contos que, na ausência de uma unidade temática, reflectem, isso sim, algumas das reconhecidas inclinações literárias do autor para ficções de terror, de ambientes tenebrosos e mórbidos, de fantasmagorias, de seres em degradação física e moral.
Contos Fantásticos, de Teófilo Braga
Edição, corrigida e ampliada, da colectânea de 1865
v. 2ª edição, 1894, Parceria António Maria Pereira, Lisboa.
O Defunto, de Eça de Queiroz
Conto publicado em folhetins na Gazeta de Notícias, de 7 a 16 de Agosto de 1895, e incluído, postumamente, no livro Contos, de 1902. Apetece perguntar, porquê O Defunto e não O Enforcado, se é sempre como o enforcado que o autor a ele se refere? Só Eça o poderia explicar. É o enforcado, a figura central da história, é ele que, “por vontade de Deus, e por vontade d’Aquela que é mais cara a Deus”, salva o devoto e ingénuo D. Rui de Cardenas da armadilha montada pelo malvado D. Alonso de Lara, dando o peito descarnado à adaga do ciumento marido da inocente e bela D. Leonor. E tudo acaba bem. O enforcado volta para a sua corda no Cerro dos Enforcados, D. Alonso morre de medo, apavorado por ter morto um morto, e D. Rui e D. Leonor, abençoados pelo Bispo de Segóvia, casam ajoelhados face ao altar da Madrinha divina, Nossa Senhora do Pilar.
O Que Há-de Ser o Mundo no Ano Três Mil, de P.J. Suppico de Moraes
Livro que bem pode ser considerado o precursor da literatura portuguesa de ficção científica, e de que só é conhecida uma edição de 1895, dos editores J. M. Corrêa Seabra & Quintino Antunes, de Lisboa, embora o seu autor tenha sido alguém do século XVIII.
O Mistério da Árvore, de Raúl Brandão
Um conto inserido no livro, História de um Palhaço – Vida e Diário de K. Maurício, de 1896, obra primeira do autor, de feição simbolista. Num reino imaginário havia uma árvore enorme, esgalhada e seca, desfolhada e desflorida, que desde sempre servia de forca. Era para ela que o rei, um ser doente, infeliz, desesperado, que odiava tudo e todos, mandava os seus súbditos que, arbitrariamente, condenava. Um dia um jovem casal, desprevenido, entrou no reino. Eram pobres, mas amavam-se tanto e eram tão felizes que contaminavam tudo e todos à sua volta com a sua felicidade. Logo o rei, raivoso, os mandou prender e enforcar na velha e sinistra árvore. E não é que no dia seguinte, milagrosamente, os ramos da árvore se apresentavam floridos, o que nunca na vida tinha acontecido.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
SÉCULO XX
O Defunto, de Eça de Queiroz
Versão definitiva do conto publicado, em 1895, na “Gazeta de Notícias”, incluida no livro, póstumo, “Contos”, de 1902.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Prosas Bárbaras, de Eça de Queiroz
Versão em livro das “Notas Marginais”, publicada, a título póstumo, em 1905.
Um Jantar Muito Original, de Fernando Pessoa
Uma experiência nos domínios do macabro, um caso de canibalismo, texto de 1907, citado no livro “O “Horror” na Lliteratura Portuguesa”, de Maria Leonor Machado de Sousa.
Sede de Sangue, de Manuel Teixeira-Gomes
Um conto do livro de contos “Gente Singular”, de 1909: (D. Joaquina Eustáquia Simões d’Aljezur; Jogos de Bolsa; Gente Singular; O Álbum; Sede de Sangue; O Triste Fim do Major Tatibitate; Profecia Certo). Um caso claro de voyeurismo e pouca coragem assumidos pelo narrador. Ele é capitão, não se sabe de quê, e tem um escritório, também não se sabe de quê. Passa a vida a bisbilhotar a vizinhança, principalmente, uma casa de pasto por onde passam algumas mulheres que satisfazem os clientes, mas onde não se atreve a ir porque a esposa o vigia. Uma das mulheres é uma cigana que acaba vítima de alguém, um vampiro, que lhe suga o sangue. E o nosso herói assiste a tudo sem tugir nem mugir. E quando denuncia o crime, através de um artigo para o jornal Actualidades, apresenta-o como se fosse uma ficção.
A Guerra Aérea 8 de Berlim a Bagdad, de Rodolpho Martin
Romance publicado, em 1912, por A Editora, de Lisboa.
Princípio, de Mário de Sá-Carneiro
Livro de contos, de 1912, o primeiro do autor, onde já se notam as suas obsessões, pelo estranho, pela loucura, pela morte: (Loucura; O Sexto Sentido; Diários; O Incesto).
A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro
Narrativa romântica, de uma imaginação delirante e obsessiva, reveladora de uma sexualidade indecisa, publicada em 1914.
Céu em Fogo, Mário de Sá-Carneiro.
Livro de contos, de 1915, que confirma o já atrás dito sobre o autor, as suas obsessões, as suas angústias, as suas fobias: (A Grande Sombra; Mistério; O Homem dos Sonhos; Asas; Eu-próprio o Outro; A Estranha Morte do Professor Antena; O Fixador de Instantes; Ressureição).
A Engomadeira, de José de Almada Negreiros
Uma “novela vulgar lisboeta”, escrita entre 1915/1916 e editada pelo autor em 1917. A história será vulgar, mas a desordem descritiva, a invulgaridade das imagens e o humor desenfreado dão-lhe uma aura de fantástica.
v. Edição de 1986, Edições Rolim, colecção Fantástico-27, Lisboa.
O Kágado, de José de Almada Negreiros
Conto alegórico, publicado na revista “ABC” de 30/06/1921. A história de “um homem muito senhor da sua vontade” que ao querer apanhar um cágado, escava um buraco por onde ele se escapara, até chegar aos antípodas. Não o tendo encontrado, volta para trás, repõe toda a terra, e na última pazada, debaixo da terra, lá estava o cágado.
v. O Cágado, in Almanaque, de Março/Abril de 1961, Lisboa
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Cidade Vermelha, de Luiz Costa
Romance Social. Um edição do autor, de 1923.
Contos Maravilhosos – Narrativas Espíritas, de A. A. Martins Velho
Livro de contos: (Marieta; Orgão Misterioso; A Missa das Almas; O Alquimista; Prodígios da Natureza), editado, em 1929, pela Livraria Clássica Editora, de Lisboa.
O Licôr Vermelho, de Gambetta Neves
Romance editado, em 1933, pela Livraria Renascença, de Lisboa.
A Grande Ameaça – A Guerra de Amanhã, de Adolfo Coelho
Romance editado em 1934, pela Livraria Clássica Editora, de Lisboa, na colecção Grandes Documentários-8.
A Reencarnação Deliciosa, de Aquilino Ribeiro
Conto do livro de contos “Quando ao Gavião Cai a Pena”, de 1935: (Quando ao Gavião caia Pena; A Imagem de Nossa Senhora; António das Arábias e o seu Cão Pilatas; A Reencarnação Deliciosa; O Burro do Senhor Seu Dono; A Traição). É a história de uma velha, “tão velha que ninguém diria quantos anos tinha”, que pede para voltar a ser jovem. O facto é que o feiticeiro maltrapilho, com uma cabeçorra parecida com a de um jumento, a quem o pedido é feito, não é o diabo em figura de gente, mas, sim, o disfarçado S. Pedro. Sorte da velha que ao voltar à juventude, é condenada a ser bailarina, para todo o sempre, e não a alma penada.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
No Mundo Desconhecido, de Lapa de Gusmão
Romance editado pelo autor, em 1937.
Caminhos Magnéticos, de A. J. Branquinho da Fonseca
Livro de contos, de 1938: (O Anjo; A Tragédia de D. Ramon; Os Olhos de Cada Um; O Lobo Branco; D. Vampiro; A Minha Inimiga; O Conspirador; A Única Estrela). Histórias cujo magnetismo reside nos estranhos ambientes em que se desenrolam e na lúcida alucinação dos personagens que os habitam.
A. D. 2230, de Amilcar Mascarenhas
Um romance mirabolante, do género “space opera”, com o Império Português, graças a uma arma de grande eficácia e sofisticação, a enfrentar, vitoriosamente, os Impérios Americano e Inglês, editado em 1938, pela Parceria António Maria Pereira, de Lisboa.
O Caminho, de José Régio
Conto publicado juntamente com a novela “Davam Grandes Passeios aos Domingos”, em 1941, e republicado no nº 40 da revista “O Tempo e o Modo”, de 1966. Um homem caminha, desesperado, em busca do seu caminho, para chegar a Vila Meã. Surrealisticamente, ninguém o ajuda, todos o ignoram. Sonho ou realidade?
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Através do Espaço, de Frederico Cruz
Romance
v. 1ª edição, 1942, Emprêsa Nacional de Publicidade, Lisboa
O Barão, de A. J. Branquinho da Fonseca
Romance, de 1942. Em local isolado e sombrio da província, a figura excêntrica e hipnótica de um velho e solitário aristocrata apaixonado por uma miragem. Testemunha ocasional, é o narrador, um modesto e frustrado inspector de instrução primária, que dominado pelo ambiente envolvente, descreve os acontecimentos pondo-os à beira do fantástico.
O Príncipe com Orelhas de Burro, de José Régio
Romance, de 1942. Uma história alegórica para crianças grandes cuja mensagem parece ser a de que a perfeição não é deste mundo.
Tiros de Espingarda, de Tomaz de Figueiredo
Livro de contos, de 1943: (Drama; Por Serdes Vós, Senhor, Quem Sois; Serenata a uma Porta; Os Gritos do Silêncio; Então Morri ou O Gavião; A Inspiração; Uma História de Gatos; O Conto do Natal; O Querubim).
Lançaram Fogo ao Planeta, J. Matias.
Romance editado pelo autor em 1943.
Enfermaria, Prisão e Casa Mortuária, de Domingos Monteiro
Um livro de três contos, bem negros, de 1943.
Um Homem de Barbas, de Manuel de Lima
Romance surrealista, de ambiente fantástico, sobre um homem e os seus equívocos.
v. Edição do autor, 1944, com prefácio de José de Almada Negreiros, Lisboa
Viagem ao Século XXX, de Manuel S. Teixeira
Romance.
v. 1ª edição, 1945, Editorial Natura, Lisboa.
O Homem que Salvou o Mundo, de Augusto Cunha
Romance.
v. 1ª edição, 1946, Parceria António Maria Pereira, Lisboa.
O Canto da Sereia. de Júlio Dinis
Conto divulgado no II volume, póstumo, de “Serões da Província”, de 1946, organizado e apresentado, pelo professor Dr. Egas Moniz. O livro contém mais três contos, já publicados anteriormente: (Ideias que me ocorrem; O Bolo Quente; Justiça de Sua Magestade), além de trechos, inéditos, tirados de dois manuscritos referentes aos romances “As Pupilas do Senhor Reitor” e “A Morgadinha dos Canaviais”. “O Canto da Sereia” é uma história ingénua e convencional, sobre um velho e ingénuo pescador, o tio Cabaça, que acredita em sereias, porque o seu pai nelas acreditava, e um jovem e ingénuo pescador, Pedro, que ao ouvir o tio Cabaça, nelas anseia acreditar, daí resultando a sua trágica morte.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 2ª edição, 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
O Senhor dos Navegantes, de Ferreira de Castro
Um conto do livro de contos “A Missão”, de 1947: (A Missão; A Experiência; O Senhor dos Navegantes). O cenário é o do adro da isolada capela do Senhor dos Navegantes de acesso difícil e perigoso. Ao assustado narrador, único visitante do local, um homem surgido da capela declara que já fora Deus, que criara o Universo, mas que desiludido com o que fizera desistira de o ser. Agora roga aos crentes que não se ajoelhem, mas que se mantenham de pé e lutem para aperfeiçoar o Mundo..
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afriodite, Lisboa.
Malaquias ou a História de um Homem Barbaramente Agredido, de Manuel de Lima.
Romance surrealista, sobre um homem vítima das suas próprias armadilhas.
v. 1ª edição, 1953, Contraponto, Lisboa.
As Terras de Alvargonzález, de Domingos Monteiro
Conto do livro de contos “Histórias Castelhanas”, de 1953: Um caso de parricídio, por ganância, cometido por dois irmãos. O fantasma do pai, não os deixando viver em paz, aterrorizando-os, leva-os ao suicídio.
Cinco Histórias sem Classificação Especial, de Carlos Wallenstein
Livro de contos.
v. 1ª edição, 1953, Contraponto, Lisboa.
Vieram do Infinito, de Eric Prince (pseud. de A. Maldonado Domingues)
Romance. Por teletransporte turístico, um grupo de alienígenas visita a Terra no ano 1979, envolvendo-se em vários acontecimentos.
v. 1ª edição, 1955, Editorial Minerva, Lisboa.
Bandeira Preta, de A. J. Branquinho da Fonseca
Romance, de 1956. Confronto trágico entre o mundo maravilhoso criado pela imaginação juvenil de Pedro, menino rico, e de Chinca, menino pobre, e o mundo maravilhoso dos adultos, acinzentado,resignado, conformista, dolorosamente maniqueista.
O Constructor de Planetas e Outras Histórias, de Alves Morgado
Livro de contos.
v. 1ª edição, 1956, Editorial Orbe, Lisboa.
Regresso à Cúpula da Pena, de José Rodrigues Miguéis
Conto do livro “Léah e outras histórias”, de 1958: (Léah; Uma Viagem na Nossa Terra; O Natal do dr . Crosby; Pouca Sorte com Barbeiros; Regresso à Cúpula da Pena; Dezasseis Horas em Missão
Secreta; A Importância da Risca do Cabelo; Uma Carreira Cortada; Saudades para a Dona Genciana; O Morgado da Pedra-Má). Acompanhando o narrador, ei-lo a subir ao zimbório do Castelo da Pena, para lá adormecer e sonhar com alguém que o quer matar, e saber mais tarde que esse alguém existiu e se suicidou, lançando-se do zimbório, depois de ter sido rejeitado pela mulher com quem ele veio a casar. Inquietante e delorosa coincidência.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Espada de Dâmocles e outras histórias, de Alves Morgado
Livro de contos.
v. 1ª ediçao, 1958, Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa.
Bula Matari, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda., Lisboa.
Objectivo, Marte, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda., Lisboa.
Tigres no Céu, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda, Lisboa.
“AK”. A Tese e o Axioma, de Romeu de Melo
Romance.
v. 1ª edição, 1959, do Autor, Porto.
O Defunto, de Eça de Queiroz
Versão definitiva do conto publicado, em 1895, na “Gazeta de Notícias”, incluida no livro, póstumo, “Contos”, de 1902.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Prosas Bárbaras, de Eça de Queiroz
Versão em livro das “Notas Marginais”, publicada, a título póstumo, em 1905.
Um Jantar Muito Original, de Fernando Pessoa
Uma experiência nos domínios do macabro, um caso de canibalismo, texto de 1907, citado no livro “O “Horror” na Lliteratura Portuguesa”, de Maria Leonor Machado de Sousa.
Sede de Sangue, de Manuel Teixeira-Gomes
Um conto do livro de contos “Gente Singular”, de 1909: (D. Joaquina Eustáquia Simões d’Aljezur; Jogos de Bolsa; Gente Singular; O Álbum; Sede de Sangue; O Triste Fim do Major Tatibitate; Profecia Certo). Um caso claro de voyeurismo e pouca coragem assumidos pelo narrador. Ele é capitão, não se sabe de quê, e tem um escritório, também não se sabe de quê. Passa a vida a bisbilhotar a vizinhança, principalmente, uma casa de pasto por onde passam algumas mulheres que satisfazem os clientes, mas onde não se atreve a ir porque a esposa o vigia. Uma das mulheres é uma cigana que acaba vítima de alguém, um vampiro, que lhe suga o sangue. E o nosso herói assiste a tudo sem tugir nem mugir. E quando denuncia o crime, através de um artigo para o jornal Actualidades, apresenta-o como se fosse uma ficção.
A Guerra Aérea 8 de Berlim a Bagdad, de Rodolpho Martin
Romance publicado, em 1912, por A Editora, de Lisboa.
Princípio, de Mário de Sá-Carneiro
Livro de contos, de 1912, o primeiro do autor, onde já se notam as suas obsessões, pelo estranho, pela loucura, pela morte: (Loucura; O Sexto Sentido; Diários; O Incesto).
A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro
Narrativa romântica, de uma imaginação delirante e obsessiva, reveladora de uma sexualidade indecisa, publicada em 1914.
Céu em Fogo, Mário de Sá-Carneiro.
Livro de contos, de 1915, que confirma o já atrás dito sobre o autor, as suas obsessões, as suas angústias, as suas fobias: (A Grande Sombra; Mistério; O Homem dos Sonhos; Asas; Eu-próprio o Outro; A Estranha Morte do Professor Antena; O Fixador de Instantes; Ressureição).
A Engomadeira, de José de Almada Negreiros
Uma “novela vulgar lisboeta”, escrita entre 1915/1916 e editada pelo autor em 1917. A história será vulgar, mas a desordem descritiva, a invulgaridade das imagens e o humor desenfreado dão-lhe uma aura de fantástica.
v. Edição de 1986, Edições Rolim, colecção Fantástico-27, Lisboa.
O Kágado, de José de Almada Negreiros
Conto alegórico, publicado na revista “ABC” de 30/06/1921. A história de “um homem muito senhor da sua vontade” que ao querer apanhar um cágado, escava um buraco por onde ele se escapara, até chegar aos antípodas. Não o tendo encontrado, volta para trás, repõe toda a terra, e na última pazada, debaixo da terra, lá estava o cágado.
v. O Cágado, in Almanaque, de Março/Abril de 1961, Lisboa
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Cidade Vermelha, de Luiz Costa
Romance Social. Um edição do autor, de 1923.
Contos Maravilhosos – Narrativas Espíritas, de A. A. Martins Velho
Livro de contos: (Marieta; Orgão Misterioso; A Missa das Almas; O Alquimista; Prodígios da Natureza), editado, em 1929, pela Livraria Clássica Editora, de Lisboa.
O Licôr Vermelho, de Gambetta Neves
Romance editado, em 1933, pela Livraria Renascença, de Lisboa.
A Grande Ameaça – A Guerra de Amanhã, de Adolfo Coelho
Romance editado em 1934, pela Livraria Clássica Editora, de Lisboa, na colecção Grandes Documentários-8.
A Reencarnação Deliciosa, de Aquilino Ribeiro
Conto do livro de contos “Quando ao Gavião Cai a Pena”, de 1935: (Quando ao Gavião caia Pena; A Imagem de Nossa Senhora; António das Arábias e o seu Cão Pilatas; A Reencarnação Deliciosa; O Burro do Senhor Seu Dono; A Traição). É a história de uma velha, “tão velha que ninguém diria quantos anos tinha”, que pede para voltar a ser jovem. O facto é que o feiticeiro maltrapilho, com uma cabeçorra parecida com a de um jumento, a quem o pedido é feito, não é o diabo em figura de gente, mas, sim, o disfarçado S. Pedro. Sorte da velha que ao voltar à juventude, é condenada a ser bailarina, para todo o sempre, e não a alma penada.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
No Mundo Desconhecido, de Lapa de Gusmão
Romance editado pelo autor, em 1937.
Caminhos Magnéticos, de A. J. Branquinho da Fonseca
Livro de contos, de 1938: (O Anjo; A Tragédia de D. Ramon; Os Olhos de Cada Um; O Lobo Branco; D. Vampiro; A Minha Inimiga; O Conspirador; A Única Estrela). Histórias cujo magnetismo reside nos estranhos ambientes em que se desenrolam e na lúcida alucinação dos personagens que os habitam.
A. D. 2230, de Amilcar Mascarenhas
Um romance mirabolante, do género “space opera”, com o Império Português, graças a uma arma de grande eficácia e sofisticação, a enfrentar, vitoriosamente, os Impérios Americano e Inglês, editado em 1938, pela Parceria António Maria Pereira, de Lisboa.
O Caminho, de José Régio
Conto publicado juntamente com a novela “Davam Grandes Passeios aos Domingos”, em 1941, e republicado no nº 40 da revista “O Tempo e o Modo”, de 1966. Um homem caminha, desesperado, em busca do seu caminho, para chegar a Vila Meã. Surrealisticamente, ninguém o ajuda, todos o ignoram. Sonho ou realidade?
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
Através do Espaço, de Frederico Cruz
Romance
v. 1ª edição, 1942, Emprêsa Nacional de Publicidade, Lisboa
O Barão, de A. J. Branquinho da Fonseca
Romance, de 1942. Em local isolado e sombrio da província, a figura excêntrica e hipnótica de um velho e solitário aristocrata apaixonado por uma miragem. Testemunha ocasional, é o narrador, um modesto e frustrado inspector de instrução primária, que dominado pelo ambiente envolvente, descreve os acontecimentos pondo-os à beira do fantástico.
O Príncipe com Orelhas de Burro, de José Régio
Romance, de 1942. Uma história alegórica para crianças grandes cuja mensagem parece ser a de que a perfeição não é deste mundo.
Tiros de Espingarda, de Tomaz de Figueiredo
Livro de contos, de 1943: (Drama; Por Serdes Vós, Senhor, Quem Sois; Serenata a uma Porta; Os Gritos do Silêncio; Então Morri ou O Gavião; A Inspiração; Uma História de Gatos; O Conto do Natal; O Querubim).
Lançaram Fogo ao Planeta, J. Matias.
Romance editado pelo autor em 1943.
Enfermaria, Prisão e Casa Mortuária, de Domingos Monteiro
Um livro de três contos, bem negros, de 1943.
Um Homem de Barbas, de Manuel de Lima
Romance surrealista, de ambiente fantástico, sobre um homem e os seus equívocos.
v. Edição do autor, 1944, com prefácio de José de Almada Negreiros, Lisboa
Viagem ao Século XXX, de Manuel S. Teixeira
Romance.
v. 1ª edição, 1945, Editorial Natura, Lisboa.
O Homem que Salvou o Mundo, de Augusto Cunha
Romance.
v. 1ª edição, 1946, Parceria António Maria Pereira, Lisboa.
O Canto da Sereia. de Júlio Dinis
Conto divulgado no II volume, póstumo, de “Serões da Província”, de 1946, organizado e apresentado, pelo professor Dr. Egas Moniz. O livro contém mais três contos, já publicados anteriormente: (Ideias que me ocorrem; O Bolo Quente; Justiça de Sua Magestade), além de trechos, inéditos, tirados de dois manuscritos referentes aos romances “As Pupilas do Senhor Reitor” e “A Morgadinha dos Canaviais”. “O Canto da Sereia” é uma história ingénua e convencional, sobre um velho e ingénuo pescador, o tio Cabaça, que acredita em sereias, porque o seu pai nelas acreditava, e um jovem e ingénuo pescador, Pedro, que ao ouvir o tio Cabaça, nelas anseia acreditar, daí resultando a sua trágica morte.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 2ª edição, 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
O Senhor dos Navegantes, de Ferreira de Castro
Um conto do livro de contos “A Missão”, de 1947: (A Missão; A Experiência; O Senhor dos Navegantes). O cenário é o do adro da isolada capela do Senhor dos Navegantes de acesso difícil e perigoso. Ao assustado narrador, único visitante do local, um homem surgido da capela declara que já fora Deus, que criara o Universo, mas que desiludido com o que fizera desistira de o ser. Agora roga aos crentes que não se ajoelhem, mas que se mantenham de pé e lutem para aperfeiçoar o Mundo..
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afriodite, Lisboa.
Malaquias ou a História de um Homem Barbaramente Agredido, de Manuel de Lima.
Romance surrealista, sobre um homem vítima das suas próprias armadilhas.
v. 1ª edição, 1953, Contraponto, Lisboa.
As Terras de Alvargonzález, de Domingos Monteiro
Conto do livro de contos “Histórias Castelhanas”, de 1953: Um caso de parricídio, por ganância, cometido por dois irmãos. O fantasma do pai, não os deixando viver em paz, aterrorizando-os, leva-os ao suicídio.
Cinco Histórias sem Classificação Especial, de Carlos Wallenstein
Livro de contos.
v. 1ª edição, 1953, Contraponto, Lisboa.
Vieram do Infinito, de Eric Prince (pseud. de A. Maldonado Domingues)
Romance. Por teletransporte turístico, um grupo de alienígenas visita a Terra no ano 1979, envolvendo-se em vários acontecimentos.
v. 1ª edição, 1955, Editorial Minerva, Lisboa.
Bandeira Preta, de A. J. Branquinho da Fonseca
Romance, de 1956. Confronto trágico entre o mundo maravilhoso criado pela imaginação juvenil de Pedro, menino rico, e de Chinca, menino pobre, e o mundo maravilhoso dos adultos, acinzentado,resignado, conformista, dolorosamente maniqueista.
O Constructor de Planetas e Outras Histórias, de Alves Morgado
Livro de contos.
v. 1ª edição, 1956, Editorial Orbe, Lisboa.
Regresso à Cúpula da Pena, de José Rodrigues Miguéis
Conto do livro “Léah e outras histórias”, de 1958: (Léah; Uma Viagem na Nossa Terra; O Natal do dr . Crosby; Pouca Sorte com Barbeiros; Regresso à Cúpula da Pena; Dezasseis Horas em Missão
Secreta; A Importância da Risca do Cabelo; Uma Carreira Cortada; Saudades para a Dona Genciana; O Morgado da Pedra-Má). Acompanhando o narrador, ei-lo a subir ao zimbório do Castelo da Pena, para lá adormecer e sonhar com alguém que o quer matar, e saber mais tarde que esse alguém existiu e se suicidou, lançando-se do zimbório, depois de ter sido rejeitado pela mulher com quem ele veio a casar. Inquietante e delorosa coincidência.
v. Antologia do Conto Fantástico Português, 1ª e 2ª edições, 1967 e 1974, Edições Afrodite, Lisboa.
A Espada de Dâmocles e outras histórias, de Alves Morgado
Livro de contos.
v. 1ª ediçao, 1958, Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa.
Bula Matari, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda., Lisboa.
Objectivo, Marte, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda., Lisboa.
Tigres no Céu, de Karel Kulle
Romance.
v. 1ª edição, 1959, Editorial Popular de F. Bento & Correia Lda, Lisboa.
“AK”. A Tese e o Axioma, de Romeu de Melo
Romance.
v. 1ª edição, 1959, do Autor, Porto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)