2 de janeiro de 2009

Palavras provocadoras

RECUOS e RECADOS: duas palavras muito utilizadas pelos nossos comentadores de serviço, e não só, muitas vezes por má-fé, algumas por mera esperteza saloia, que eu gostaria de ver eliminadas do nosso panorama político.

1 de janeiro de 2009

Que mensagem?

Não estou ansioso, mas sim curioso. Que irá dizer hoje ao país o Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo? Palavras de esperança ou de meter medo quanto ao futuro? De optimismo balofo certamente que não, mas o bota abaixo só será prejudicial. Alertar para as dificuldades, é imprescindível, mas incentivar à resistência também. E quanto ao diferendo com a A.R. por causa dos Açores, oxalá prevaleça o bom senso, e o deixe no tinteiro, a ele e qualquer ressentimento que ele tenha provocado. É assim tão grave ter que ouvir mais alguém, antes de se tomar uma resolução? Dizia-me um amigo, com graça, que o presidente Sampaio antes de demitir Santana Lopes e dissolver a Assembleia teria ouvido algumas cem pessoas além das obrigatórias. E não lhe caíram os parentes na lama! Enfim, cá aguardo, curioso, a mensagem presidencial!

29 de dezembro de 2008

Vale o que vale!

O ano 2009 já nos está a bater à porta. Vai ser um ano complicado, como já todos nós percebemos. A grave crise económico-financeira e com ela o desemprego, a pobreza, as inevitáveis convulsões sociais. E vai ser um ano de intensa luta política com as eleições para a Europa, as autárquicas e as legislativas. Estas últimas que escolhem um novo parlamento e com ele um novo governo, as mais importantes. É previsível que o PS não consiga a maioria absoluta, mas sim a relativa, mas a estes dois cenários há que juntar pelo menos outros dois, ou seja , a vitória relativa do PSD e ainda a sua vitória absoluta, por muito improvável que pareça. As actuações do PCP e do BE terão muita influência na escolha que se vier a fazer. O melhor para o país será ter um governo apoiado, no parlamento, por uma maioria absoluta. Como homem de esquerda, independente, desejo que essa maioria absoluta seja do PS, mas que ela seja estreita, obrigando-o a um permanente estado de alerta, perante uma oposição que seja forte, credível e coerente. É a minha opinião!

19 de dezembro de 2008

A Grande Entrevista

Extensa terá sido, mas grande é que ela não foi. Muita parra, mas muito pouca uva. Nada de novo, nada de concreto, e excelentes intenções de que o inferno está cheio. Claro que ainda não é presidente da República, mas é duvidoso que ainda o venha a ser. E é verdade que o povo de Coimbra gosta dele. Eu também... mas como poeta. Enfim, uma desilusão!

18 de dezembro de 2008

Ó minha senhora!

Já aqui uma vez me insurgi por, num certo blog, lhe terem chamado velha e senil. Não sei se hoje reagiria à pouca educação. Doutora Manuela Ferreira Leite a que lamentável espectáculo televisivo a senhora se prestou para desejar as boas festas aos portugueses. Que atitude e que enquadramento tão despropositados. Como não se apercebeu da tristíssima figura que ia fazer, e que fez? Esteja certa que se o ridículo matasse a senhora já não era deste mundo.

17 de dezembro de 2008

A esquerda unida jamais será vencida!

O busílis é que a esquerda em Portugal, representada actualmente pelo PS, pelo PCP e pelo BE, nunca esteve, e não está, e nunca estará unida, enquanto comunistas e bloquistas olharem para os socialistas como os bolcheviques olhavam para os mancheviques. Alguma vez deixará de ser assim? O que receio é que a vaidade e o ressentimento que se está verificar esteja a enfraquecer e a ajudar a direita a recompor-se. A ver vamos!

15 de dezembro de 2008

O que faz correr Alegre?

Não, não é a "arrogância" do governo (arrogante também ele é) nem os "erros" das reformas socialistas, a inquietação de Alegre é a sua permanente situação de segundo. Na sua dupla com Piteira Santos ele era o segundo, na sua parceria com Mário Soares o segundo era, tem sido um número dois na presidência da Assembleia da República, e se alguma vez for presidente da dita será a segunda figura do Estado, além disso perdeu a chefia do PS para José Socrates, e perdeu para Cavaco Silva a presidência da República. É demais! Manuel Alegre quer ser o primeiro, precisa de ser o primeiro, para apaziguar o seu ressentimento. Mas quando, onde, de quê, a que preço? E com quem?