4 de maio de 2010

Aí estão eles!

Uma nova Brigada do Reumático vai ser recebida pelo Presidente da República, na próxima segunda feira, para fazer queixinhas do Governo. Eles não querem o TGV, não querem o novo Aeroporto, não querem investimentos em grandes obras, eles não querem, principalmente, os socialistas no governo. O comandandante é o ressentido Medina Carreira e os acólitos são: Campos e Cunha, outro ressentido, a ressaibiada Manuela, o humorista Beleza, o cufista Catroga, outras sumidades de igual jaez, e, cuidado com o Bagão, ele também lá vai.
O professor vai-lhes dar razão encapotada, e o governo espero que os mande bugiar.

17 de janeiro de 2010

Pior a emenda que o soneto

Leram o artigo dele, no Expresso de ontem, sobre o caso das escutas? É de pasmar e de rir, se não assustasse, que Fernando Lima seja o principal assessor do Presidente da República e, igualmente, que o Presidente da República tenha Fernando Lima como seu principal assessor. Mas o que poderá ter levado este homem a escrever tal artigo, e numa altura destas? Se foi para ajudar o seu fiel amigo, espalhou-se completamente. E o seu fiel amigo que, certamente, autorizou e aprovou o escrito, não percebeu o espalhanço? É, realmente, de pasmar e de rir, se não assustasse!

12 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

A criatura deixou de estar refém do seu criador, libertou-se. Ele gosta de mulheres, ele blasfema, ele revela ter humor, ele descuida a sua higiene pessoal, ele combate, anda ao murro para ganhar dinheiro, ele não toca violino, apenas o dedilha, mas não perdeu a sua alta capacidade de raciocínio e continua grande amigo de Watson, que corresponde, mas sem subserviência. Enfim, este Sherlock Holmes nem tem a silhueta, o perfil, a figura que Basil Rathbone, melhor que outros, tão bem recriou. Ele é agora, baixo, entroncado e com aspecto de marginal. Claro, estou a falar do filme que nos chegou no fim do ano que acaba de nos deixar. Tem o nome do mítico detective e vale bem apena ir vê-lo.

25 de dezembro de 2009

Uma boa prenda de Natal

Da Bertrand Editora, com tradução minha e de minha mulher, acaba de sair, do jornalista, biógrafo e romancista francês, Pierre Assouline:
ROSEBUD
(FRAGMENTOS DE BIOGRAFIAS)
Rosebud, pequeno trenó de madeira da infância de um grande magnata do jornalismo que durante toda a sua vida nunca esqueceu aquele seu brinquedo, 0 seu Rosebud: tema do filme Citizen Kane, de Orson Welles. E é o Rosebud de cada um deles: Kipling, Cartier-Bresson, Paul Celan, Picasso, Lady Diana, Príncipe Carlos, Jean Moulin, Pierre Bonnard, que Assouline procura, neste seu livro.
PS. Só de lamentar algumas asneiradas da revisão editorial.

18 de dezembro de 2009

Em dia de lucidez

Vasco Pulido Valente , hoje, no Público, informa-nos sobre os seus livros do 2009: Wolf Hall, de Hilary Mantel; A History of Christianity: The first three thousand years, de Darmald MacCulloch; Alone in Berlin, de Hans Fallada. Infelizmente, termina mal dizendo que Portugal, claro, não se interessará por estes autores. Só ele!

9 de novembro de 2009

Cavaco em queda

É o comentário de VPV, no Público, que remata: é o resultado da constância no erro e na presunção.
Razão tinha M.S. quando dizia que o homem tinha momentos de lucidez.

20 de outubro de 2009

CAIM, de Saramago

Não o leram e muitos não virão a lê-lo, não lhes está no hábito. Mas os vaticanos cá da terra ficaram muito indignados com as declarações do escritor. Compreendo-os. Mas aos outros, o que é que os incomodou? Ele foi duro, mas o que disse ele de errado? É evidente que ele não tem nada contra Deus. Deus não existe. Mas a Igreja, essa sim existe, e é contra ela que ele se manifesta. Há que ser benévola para com ela? Porquê? Ela é benévola para com os não crentes? Não tem ela nos andado a enganar, a dividir, a atrazar, a lixar a cabeça, há tantos anos? Eu penso que sim! Obrigado, Saramago! Atenção, eu até já li o livro (li-o como li todos os outros também).