29 de junho de 2019
21 de junho de 2019
Um filme, um livro
Um filme que não se deve deixar de ver: OS OLHOS DE ORSON WELLES, um documentário de Mark Cousins
Um livro que não se deve deixar de ler: ESQUERDAS DO MUNDO, UNI-VOS!, de Boaventura Sousa Santos
Um livro que não se deve deixar de ler: ESQUERDAS DO MUNDO, UNI-VOS!, de Boaventura Sousa Santos
31 de dezembro de 2018
ANO NOVO
Sei que, naturalmente, o Novo Ano que acaba de nos chegar, não vai ser, para todos, um Bom Ano, o que não é razão para que não deseje, para todos, um Bom Ano 2019. Assim, para todos:
BOM E PRÓSPERO ANO 2019
BOM E PRÓSPERO ANO 2019
30 de outubro de 2018
Pobre Brasil!
Escolha feita! O eleitorado brasileiro, a maioria do que votou e todos os que se abstiveram, com o pretexto de lutarem contra a corrupção, em eleições pretensamente democráticas, deu, deram, a vitória ao candidato que recusou o debate com o seu adversário, o candidato radical da extrema-direita, bem apoiado em fake news, declaradamente xenófobo e racista, adepto da pena de morte, o candidato Balsonaro. Pobre Brasil!
12 de outubro de 2018
O Brasil está na berra
A minha avó materna, segundo me consta, não tenho certezas, era brasileira, chamava-se Anália, e fumava cigarrilhas. Quando eu nasci já ela era duplamente viúva, de um brasileiro, o primeiro, e de um português, o segundo, o meu avô. Muito pouco convivemos, eu e ela. Durante a minha infância e juventude, muitas vezes a Morte visitou a minha família, encarniçadamente. Pai, mãe, avós, tias, tios. Talvez por isso, em compensação, esteja ela, hipócrita e velhaca, a deixar-me viver, já lá vão noventa anos. Talvez, sei lá, mas sem nunca lhe perdoar a maldade e o cinismo. Perdoem-me antes. a mim, a fantasia do que estou a fantasiar.
Da minha biblioteca, vasta, mais de três mil livros, dois dos escritores meus preferidos, são brasileiros, o Jorge Amado e o Graciliano Ramos. Tinha dezoito anos, acabara de ler, com gosto, Erico Veríssimo, "Clarissa", "Um lugar ao sol",quando me veio parar às mãos, "Terras do sem fim", de Jorge Amado. Que emoção! Que exaltação! Mas era o único que, na altura, estava editado, porque os livros de Jorge Amado não eram bem vistos em Portugal. No entanto, ávido, por portas travessas, por este e por aquele, lá os fui obtendo e lendo, à condição, apenas algumas horas, uma noite, vá-lá, até ao raiar do dia, sem falta, a procura é muita, têm de circular, edições brasileiras, por cá proibidas. Hoje, tenho treze deles, entre os quais, "Capitães da areia", "O cavaleiro da esperança", "São Jorge dos Ilhéus", "Subterrâneos da liberdade", "Gabriela, cravo e canela". E depois do Erico e do George, por influência deles, o Machado de Assis, O Euclydes da Cunha, o Lins do Rego, o Guimarães Rosa, o Graciliano Ramos com o imperdível, inesquecível, "Memórias do cárcere", e, mais tarde, o Nasser Radum, o Ubaldo Ribeiro, e até o Rubem Fonseca.
Tive dois grandes amigos brasileiros, ambos de S.Paulo, ou melhor dizendo, uma, a Cremilda Medina, e um, o Hermano Penna. Ela, jornalista, ele cineasta, realizador do "Sargento Getúlio", protagonizado por Lima Duarte, o célebre Zeca Diabo, da série televisiva. Conheci-os na Rússia,, em 1983, durante o Festival Internacional de Cinema de Moscovo, que decorreu em Julho desse ano. O conhecimento com Lima Duarte não foi muito além de uma amável e breve apresentação, mas com Cremilda e Hermano, logo houve interesse, simpatia, empatia, ele se foi tornando numa amizade forte, sincera, íntima. Mantivemo-la depois, por correspondência e também pessoal, quando um ou outro, uma, duas vezes, por isto e por aquilo, vieram a Portugal. Até quando durou? Não sei, com mágoa o digo! Que será feito deles? Do Hermano conservo dois postais ilustrados, com prosa amiga e saudosa, e um livro, "Macunaíma", onde escreveu: Para a Helena e Manuel com a certeza que nossos encontros sempre serão alegria e carinho. De Cremilda, duas cartas, calorosas, comoventes, duma franqueza, dum sentimento, que me ultrapassaram e algo me preocuparam, falando de si e de mim, de nós, do seu trabalho jornalístico, conflituoso, do seu povo, tão sofredor, do Brasil, tão frágil, tão dependente, tão à deriva.
Recordando o que tenho estado a recordar, e que tantas vezes recordo, pergunto-me o que sempre a mim próprio perguntei e pergunto, quando recordo o que tenho estado a recordar: Porque é que nunca me dispus a visitar o Brasil? Porquê a relutância e recusa sempre instintivamente sentidas? Não o sei dizer, com toda a franqueza o digo.
Sim, não esqueci o título que dei a este texto: o Brasil está na berra. Só que, infelizmente, por más razões, e por isso a chamada de atenção. Então, não é que o povo brasileiro está à beira de eleger um fascista para chefiar o país, e é quase certo que o vai fazer. Como é possível?
Da minha biblioteca, vasta, mais de três mil livros, dois dos escritores meus preferidos, são brasileiros, o Jorge Amado e o Graciliano Ramos. Tinha dezoito anos, acabara de ler, com gosto, Erico Veríssimo, "Clarissa", "Um lugar ao sol",quando me veio parar às mãos, "Terras do sem fim", de Jorge Amado. Que emoção! Que exaltação! Mas era o único que, na altura, estava editado, porque os livros de Jorge Amado não eram bem vistos em Portugal. No entanto, ávido, por portas travessas, por este e por aquele, lá os fui obtendo e lendo, à condição, apenas algumas horas, uma noite, vá-lá, até ao raiar do dia, sem falta, a procura é muita, têm de circular, edições brasileiras, por cá proibidas. Hoje, tenho treze deles, entre os quais, "Capitães da areia", "O cavaleiro da esperança", "São Jorge dos Ilhéus", "Subterrâneos da liberdade", "Gabriela, cravo e canela". E depois do Erico e do George, por influência deles, o Machado de Assis, O Euclydes da Cunha, o Lins do Rego, o Guimarães Rosa, o Graciliano Ramos com o imperdível, inesquecível, "Memórias do cárcere", e, mais tarde, o Nasser Radum, o Ubaldo Ribeiro, e até o Rubem Fonseca.
Tive dois grandes amigos brasileiros, ambos de S.Paulo, ou melhor dizendo, uma, a Cremilda Medina, e um, o Hermano Penna. Ela, jornalista, ele cineasta, realizador do "Sargento Getúlio", protagonizado por Lima Duarte, o célebre Zeca Diabo, da série televisiva. Conheci-os na Rússia,, em 1983, durante o Festival Internacional de Cinema de Moscovo, que decorreu em Julho desse ano. O conhecimento com Lima Duarte não foi muito além de uma amável e breve apresentação, mas com Cremilda e Hermano, logo houve interesse, simpatia, empatia, ele se foi tornando numa amizade forte, sincera, íntima. Mantivemo-la depois, por correspondência e também pessoal, quando um ou outro, uma, duas vezes, por isto e por aquilo, vieram a Portugal. Até quando durou? Não sei, com mágoa o digo! Que será feito deles? Do Hermano conservo dois postais ilustrados, com prosa amiga e saudosa, e um livro, "Macunaíma", onde escreveu: Para a Helena e Manuel com a certeza que nossos encontros sempre serão alegria e carinho. De Cremilda, duas cartas, calorosas, comoventes, duma franqueza, dum sentimento, que me ultrapassaram e algo me preocuparam, falando de si e de mim, de nós, do seu trabalho jornalístico, conflituoso, do seu povo, tão sofredor, do Brasil, tão frágil, tão dependente, tão à deriva.
Recordando o que tenho estado a recordar, e que tantas vezes recordo, pergunto-me o que sempre a mim próprio perguntei e pergunto, quando recordo o que tenho estado a recordar: Porque é que nunca me dispus a visitar o Brasil? Porquê a relutância e recusa sempre instintivamente sentidas? Não o sei dizer, com toda a franqueza o digo.
Sim, não esqueci o título que dei a este texto: o Brasil está na berra. Só que, infelizmente, por más razões, e por isso a chamada de atenção. Então, não é que o povo brasileiro está à beira de eleger um fascista para chefiar o país, e é quase certo que o vai fazer. Como é possível?
9 de outubro de 2018
Ai, o Brasil!
Sim, ai o Brasil, mas o mais grave e preocupante é que não é só Brasil, embora seja ele que nos tem andado agora a assustar. Todos os dias os leio e os ouço, todos os dias nos leio e nos ouço, todos os dias pergunto a mim próprio se a História, que dizem, nunca se repete, vai mesmo repetir-se. É certo que gritámos e bem alto, fascismo nunca mais, mas será que nos calámos cedo demais? Alerta! Alerta!
26 de junho de 2018
Do futebol - II
Sim, vou seguir a selecção até à final, se ela lá chegar, e eu também. Orientada pelo incontestável saber e entranhada fé cristã, católica apostólica, do seleccionador Fernando Santos, a rapaziada lá se conseguiu desenvencilhar da muito combativa e emotiva equipa do Irão, do ressabiado e ressentido Carlos Queiroz, com o benefício de uma espectacular trivela do Quaresma, e apesar do Ronaldo, o nosso melhor futebolista avançado do mundo, ter borrado a pintura da sua endeusada reputação, ao falhar uma grande penalidade e, desabrido, ter "acariciado" um adversário.
Embora se finja que sim, ninguém perdoa o falhanço de um penalty. Ai se o Irão tivesse aproveitado as duas grandes oportunidade de golo que teve na parte final do jogo!
Seja como for, estamos nos oitavos-de-final, e vamos defrontar o Uruguai. Não é bom, não é mau, é apenas mais um obstáculo. Que a rapaziada atrapalhe com firmeza, genica, vontade e atenção, os intrometidos, os não deixe por o pé em ramo verde, e o Ronaldo faça o que ninguém melhor do que ele sabe fazer. E lá vamos nós...
Embora se finja que sim, ninguém perdoa o falhanço de um penalty. Ai se o Irão tivesse aproveitado as duas grandes oportunidade de golo que teve na parte final do jogo!
Seja como for, estamos nos oitavos-de-final, e vamos defrontar o Uruguai. Não é bom, não é mau, é apenas mais um obstáculo. Que a rapaziada atrapalhe com firmeza, genica, vontade e atenção, os intrometidos, os não deixe por o pé em ramo verde, e o Ronaldo faça o que ninguém melhor do que ele sabe fazer. E lá vamos nós...
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