Talvez não seja ainda um regresso, mas as presidenciais, a vulgaridade e o baixo nível com que, na generalidade, têm decorrido, incitam-me a uma tomada de posição. Não sei, na verdade, se o país merecia ou não melhores candidatos do que os cinco que se propõem para a mais alta magistratura da nação. A escolha que o eleitorado vier a fazer esclarecerá tal dúvida. Confesso que, quanto a mim, só dois deles me não deixam tristemente indiferente e desiludido. Defensor de Moura, a quem felicito pela sua coerência e serenidade, pela clareza do seu discurso, pelos temas abordados, pelas denúncias apontadas. Cavaco Silva, para o vaiar pela sua vaidade e arrogância, pela sua tacanhez, pelo seu discurso mastigado e vazio, pela sua incomodidade face à crítica, à opinião contrária, à oposição. Que se cuide, pois, um dia, também ele poderá vir a cair da cadeira, perdão, do pedestal onde se colocou.
6 de janeiro de 2011
4 de maio de 2010
Aí estão eles!
Uma nova Brigada do Reumático vai ser recebida pelo Presidente da República, na próxima segunda feira, para fazer queixinhas do Governo. Eles não querem o TGV, não querem o novo Aeroporto, não querem investimentos em grandes obras, eles não querem, principalmente, os socialistas no governo. O comandandante é o ressentido Medina Carreira e os acólitos são: Campos e Cunha, outro ressentido, a ressaibiada Manuela, o humorista Beleza, o cufista Catroga, outras sumidades de igual jaez, e, cuidado com o Bagão, ele também lá vai.
O professor vai-lhes dar razão encapotada, e o governo espero que os mande bugiar.
17 de janeiro de 2010
Pior a emenda que o soneto
Leram o artigo dele, no Expresso de ontem, sobre o caso das escutas? É de pasmar e de rir, se não assustasse, que Fernando Lima seja o principal assessor do Presidente da República e, igualmente, que o Presidente da República tenha Fernando Lima como seu principal assessor. Mas o que poderá ter levado este homem a escrever tal artigo, e numa altura destas? Se foi para ajudar o seu fiel amigo, espalhou-se completamente. E o seu fiel amigo que, certamente, autorizou e aprovou o escrito, não percebeu o espalhanço? É, realmente, de pasmar e de rir, se não assustasse!
12 de janeiro de 2010
Sherlock Holmes
A criatura deixou de estar refém do seu criador, libertou-se. Ele gosta de mulheres, ele blasfema, ele revela ter humor, ele descuida a sua higiene pessoal, ele combate, anda ao murro para ganhar dinheiro, ele não toca violino, apenas o dedilha, mas não perdeu a sua alta capacidade de raciocínio e continua grande amigo de Watson, que corresponde, mas sem subserviência. Enfim, este Sherlock Holmes nem tem a silhueta, o perfil, a figura que Basil Rathbone, melhor que outros, tão bem recriou. Ele é agora, baixo, entroncado e com aspecto de marginal. Claro, estou a falar do filme que nos chegou no fim do ano que acaba de nos deixar. Tem o nome do mítico detective e vale bem apena ir vê-lo.
25 de dezembro de 2009
Uma boa prenda de Natal
Da Bertrand Editora, com tradução minha e de minha mulher, acaba de sair, do jornalista, biógrafo e romancista francês, Pierre Assouline:
ROSEBUD
(FRAGMENTOS DE BIOGRAFIAS)
Rosebud, pequeno trenó de madeira da infância de um grande magnata do jornalismo que durante toda a sua vida nunca esqueceu aquele seu brinquedo, 0 seu Rosebud: tema do filme Citizen Kane, de Orson Welles. E é o Rosebud de cada um deles: Kipling, Cartier-Bresson, Paul Celan, Picasso, Lady Diana, Príncipe Carlos, Jean Moulin, Pierre Bonnard, que Assouline procura, neste seu livro.
PS. Só de lamentar algumas asneiradas da revisão editorial.
18 de dezembro de 2009
Em dia de lucidez
Vasco Pulido Valente , hoje, no Público, informa-nos sobre os seus livros do 2009: Wolf Hall, de Hilary Mantel; A History of Christianity: The first three thousand years, de Darmald MacCulloch; Alone in Berlin, de Hans Fallada. Infelizmente, termina mal dizendo que Portugal, claro, não se interessará por estes autores. Só ele!
9 de novembro de 2009
Cavaco em queda
É o comentário de VPV, no Público, que remata: é o resultado da constância no erro e na presunção.
Razão tinha M.S. quando dizia que o homem tinha momentos de lucidez.
Razão tinha M.S. quando dizia que o homem tinha momentos de lucidez.
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