9 de janeiro de 2011
Hoje há polvo!
É domingo, vamos ter connosco um casal amigo e resolvemos contratar um cozinheiro, o Marcelo, também amigo, para nos fazer e trazer o almoço. Escolhemos uma refeição de polvinhos à lagareiro, com bróculos, cenouras, batatinhas a murro. Vou regá-los com um tinto do Douro, o Vinha Grande, que costumo dizer que é o primo direito do Barca Velha. Para sobremesa, queijo, o Manchego, e mangas. Depois cafezinhos com biscoitos de milho e bolachas de cerveja. Um dia não são dias! Já me cresce água na boca, mas tenho que engoli-la, são nove horas e o almoço é só lá para a uma ou uma e meia da tarde. Há muito tempo para dar uma volta pelo bairro e comprar o jornal. Infelizmente as notícias não são melhores das que as dos muitos dias atrás. Há o enfarte do Jardim, o assassinato do Carlos Castro, a ameaça da vinda do FMI, e as tristes presidenciais. Mas a grande novidade é que o Coelho saiu da toca. Veio dizer-nos que se o FMI vier, quer que haja eleições. Ele já se está a ver a governar com o FMI a proteger-lhe as costas. Espertalhão!
8 de janeiro de 2011
Uma fantochada
Aquela entrevista da Judite de Sousa ao candidato Coelho, transmitida ontem à noite pela RTP, foi realmente um triste espectáculo. À tonta provocação dele, o destempero dela. Mas quem tem seguido a carreira de um e de outro com um mínimo de atenção, a da entrevistadora e a do político, não ficou de certo muito espantado. Ambos devem ter, descuidadamente, uma alta opinião de si próprios.
Para lá das acções
Não é somente sobre o negócio das acções do BPN que o candidato Cavaco deve dar explicações. Muito mais grave foi o caso das escutas, uma inventona através da qual quiz destruir o governo. E o seu silêncio perante as declarações do presidente da República Checa, enxovalhando o Portugal? E a sua submissão às exigências de Jardim não indo à Assembleia Regional e recebendo os deputados da oposição no hotel? E ...!
A sorte dele é termos a Comunicação Social que temos - até quando? - , quase toda ela subordinada à direita.
A sorte dele é termos a Comunicação Social que temos - até quando? - , quase toda ela subordinada à direita.
6 de janeiro de 2011
Regresso?
Talvez não seja ainda um regresso, mas as presidenciais, a vulgaridade e o baixo nível com que, na generalidade, têm decorrido, incitam-me a uma tomada de posição. Não sei, na verdade, se o país merecia ou não melhores candidatos do que os cinco que se propõem para a mais alta magistratura da nação. A escolha que o eleitorado vier a fazer esclarecerá tal dúvida. Confesso que, quanto a mim, só dois deles me não deixam tristemente indiferente e desiludido. Defensor de Moura, a quem felicito pela sua coerência e serenidade, pela clareza do seu discurso, pelos temas abordados, pelas denúncias apontadas. Cavaco Silva, para o vaiar pela sua vaidade e arrogância, pela sua tacanhez, pelo seu discurso mastigado e vazio, pela sua incomodidade face à crítica, à opinião contrária, à oposição. Que se cuide, pois, um dia, também ele poderá vir a cair da cadeira, perdão, do pedestal onde se colocou.
4 de maio de 2010
Aí estão eles!
Uma nova Brigada do Reumático vai ser recebida pelo Presidente da República, na próxima segunda feira, para fazer queixinhas do Governo. Eles não querem o TGV, não querem o novo Aeroporto, não querem investimentos em grandes obras, eles não querem, principalmente, os socialistas no governo. O comandandante é o ressentido Medina Carreira e os acólitos são: Campos e Cunha, outro ressentido, a ressaibiada Manuela, o humorista Beleza, o cufista Catroga, outras sumidades de igual jaez, e, cuidado com o Bagão, ele também lá vai.
O professor vai-lhes dar razão encapotada, e o governo espero que os mande bugiar.
17 de janeiro de 2010
Pior a emenda que o soneto
Leram o artigo dele, no Expresso de ontem, sobre o caso das escutas? É de pasmar e de rir, se não assustasse, que Fernando Lima seja o principal assessor do Presidente da República e, igualmente, que o Presidente da República tenha Fernando Lima como seu principal assessor. Mas o que poderá ter levado este homem a escrever tal artigo, e numa altura destas? Se foi para ajudar o seu fiel amigo, espalhou-se completamente. E o seu fiel amigo que, certamente, autorizou e aprovou o escrito, não percebeu o espalhanço? É, realmente, de pasmar e de rir, se não assustasse!
12 de janeiro de 2010
Sherlock Holmes
A criatura deixou de estar refém do seu criador, libertou-se. Ele gosta de mulheres, ele blasfema, ele revela ter humor, ele descuida a sua higiene pessoal, ele combate, anda ao murro para ganhar dinheiro, ele não toca violino, apenas o dedilha, mas não perdeu a sua alta capacidade de raciocínio e continua grande amigo de Watson, que corresponde, mas sem subserviência. Enfim, este Sherlock Holmes nem tem a silhueta, o perfil, a figura que Basil Rathbone, melhor que outros, tão bem recriou. Ele é agora, baixo, entroncado e com aspecto de marginal. Claro, estou a falar do filme que nos chegou no fim do ano que acaba de nos deixar. Tem o nome do mítico detective e vale bem apena ir vê-lo.
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