Ontem, dia 19 de dezembro de 2021, na televisão, vi e ouvi, o nosso primeiro-ministro, António Costa, declarar, sem reticências, aos jovens militantes e apoiantes do seu partido, via, pois, a todos os socialistas, e a todo o eleitorado, que queria a maioria, e que para tal, ele e todos eles teriam de ser a maioria. A maioria que permita governar sem impedimentos, sem entraves, que provoquem eleições antecipadas. A maioria absoluta da eleições, pois claro. Como a entender de outro modo? O outro modo, maioria relativa, não referenciado, não pode ser descartado. Se, por ventura, aceitasse governar com ela, António Costa deveria, deverá, garantir que o faria, fará, sem quaisquer coligações, embora, naturalmente, aceitando consensos credíveis.
20 de dezembro de 2021
15 de dezembro de 2021
VEM AÍ UM NOVO ANO, O 2022
15 de dezembro: a dez dias do Natal, a quinze dias da passagem de ano, do ano 2021. Quem diria, quem me diria, que conseguiria mudar de século, que sempre conseguiria alcançar e até ultrapassar o sonhado e mítico ano 2000 (e que desilusão ele foi). E, sim, noventa e três anos depois de vir à luz, ainda cá estou. Quem diria, quem me diria! Tem sido um fim de ano atribulado, o do ano 2021, convenhamos. A pandemia, o chumbo do orçamento e a crise que lhe adveio, a generalidade da corrupção monetária, bancária, financeira, tão falada e comentada, por vezes sem nexo, nem sempre bem tratada, controlada e punida. Não vai ser um princípio de ano calmo e sossegado, o do ano 2022, digamos. Ainda, a pandemia, a crise, a corrupção, e, agora também, as eleições legislativas: a campanha dos partidos, durante todo o janeiro até ao dia 30, dia da votação. Serão elas que mobilizarão o país, assim o anseio. Não sei quem será o vencedor, naturalmente, mas sei que só há, certos, dois favoritos: o PS, de esquerda, democrático e socialista, e o PSD, de direita, que se reclama social-democrata. Eu voto no primeiro, como já é sabido, com a esperança, não optimista, duma maioria absoluta. Porque só nessa situação, sem entraves, com possíveis apoios, o PS poderá lutar, quero acreditar que o fará, pela prioridade governativa que é, deve ser: melhorar as condições de vida do povo português (eliminar a pobreza, assegurar o rendimento, desenvolver a economia, fortalecer o SNS, melhorar os serviços públicos: educação, transportes, habitação, água, gás, electricidade), não esquecendo que para tal é essencial o investimento e a inovação, não descurando o bom relacionamento que um estado forte, para melhor o ser, deve ter com o sector privado.
6 de dezembro de 2021
Para a história da literatura policial potuguesa que um dia alguém há-de escrever - 16
2006
Ademar, Carlos (Vinhais, 1960 -) investigador da secção de homicídios da P.J. O HOMEM DA CARBONÁRIA, romance. O caso da morte do guarda-pessoal do Presidente do Conselho, ambos membros da sociedade secreta, Carbonária Portuguesa, cujo corpo é encontrado no Jardim da Estrela, e da descrição histórica e social da cidade de Lisboa, em 1926, data do evento. 1ª edição, Oficina do Livro, Lisboa.
Pereira, Ana Teresa HISTÓRIAS POLICIAIS, livro de contos. 1ª edição, Relógio d'Água, Lisboa.
Resende, Catarina AMO-TE DE MORTE, romance. Num estabelecimento prisional, um grupo de reinserção social, de seis detidos, é orientado por uma psicóloga. Todos eles cometeram homicídio, não mostrando arrependimento. Qual o carácter destas pessoas? Quais as suas motivações? Como entender que foi por amor que fizeram o que fizeram? 1ª edição, Exodus, Grijó.
Rocha, Luís Miguel O ÚLTIMO PAPA, romance. Um thriller especulativo cujo ponto de partida é um mistério nunca desvendado, a inesperada e mal contada morte do Papa João Paulo I, ocorrida oficialmente, no dia 28 de setembro de 1978, trinta e três dias depois de ser eleito representante de Deus na Terra. 1ª edição, Saída de Emergência, Lisboa
Rosado, Pedro Garcia ULIANOV E O DIABO, romance. Segundo livro da série O estado do crime. Na presença doTejo, ao longo da Lisboa ribeirinha e dos seus subterrâneos imundos, acontecimentos e personagens que a ficção foi buscar à realidade. 1ª edição, Círculo de Leitores, Lisboa,
Zimler, Richard À PROCURA DE SANA, romance. O próprio autor é quem investiga os motivos do suicídio de uma bailarina judia chamada Sana, que lhe revelara que o seu livro O último cabalista de Lisboa, muito influenciara a sua vida. 1ª edição, Don Quixote, Lisboa.
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Publicação do romance, Ontem não te vi em Babilónia, d e António Lobo Antunes. Publicação do livro, Pequenas memórias, de José Saramago
Eleição de Cavaco Silva como Presidente da República
3 de dezembro de 2021
VÊEM AÍ AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS
E o PCP e o BE vão continuar com a sua infeliz campanha anti-PS, o que só reforça a esperança dos adeptos do Bloco Central. Oxalá António Costa mantenha as suas reservas sobre tal solução, para mais ao ver o apoio que Rui Rio aceitou do Chega nos Açores e, mais, recentemente, o tipo de apoios recebido por Rangel nas eleições do PSD, e resolva denunciar com verdade e firmeza as más insinuações e acusações dos seus dois parceiros da falecida geringonça. O PS deve declarar abertamente, sem hesitações, que deseja a maioria absoluta, e que, caso vença as eleições com maioria relativa, governará, sem aceitar coligações de um lado ou doutro, embora procurando justos consensos.
24 de novembro de 2021
Para a História da Literatura Policial Portuguesa que um dia alguém há-de escrever -15
2004
Araújo, Rui (docente, jornalista, escritor) LISBOA KILLER, romance. O inspector Miguel Neves, da polícia judiciária, investiga o assassínio de uma estudante e duas professoras, violadas e estranguladas por um psicopata. Crime baseado num caso ocorrido em Lisboa nos anos 90. 1ª edição, Oficina do Livro, Lisboa.
Miranda, Miguel DOIS URUBUS PREGADOS NO CÉU, romance. Os urubus que lhe povoam os sonhos anunciam a morte de a morte de alguém. Uma vez mais, Mário França, o detective portuense, que se considera o melhor detective do mundo, com escritório no Muro dos Bacalhoeiros, num prédio degradado de que «e proprietária a dona Arminda, relata-nos na sua prosa tão peculiar, como foi contratado para encontrar a desaparecida pintora Paula Dagostine e como assistiu ao envenenamento do professor Avelar Dias Matos, presidente do Conselho dos Sábios. Os dois acontecimentos estão relacionados e a investigação sobre eles vai ser movimentada, perigosa apaixonante. 1ª edição, Campo das Letras, Porro.
Moreira, Júlio (Lisboa, 1930 -) engenheiro agrónomo. arquitecto paisagista, escritor. DENTRO DE 5 MINUTOS, romance. Apesar dos riscos e perigos que, inevitavelmente, daí podem advir, para ele e para quem o contrata, um homem aceita fazer um estudo sobre as forças secretas que interferem, com efeitos imprevisíveis, nas sociedades contemporâneas. 1ª edição, Parceria, Lisboa.
Pereira, Ana Teresa INTIMAÇÕES DE MORTE, romance. 1ª edição, Relógio d'Água, Lisboa
Prata, José, (Lisboa, 1967 -) OS COXOS DANÇAM SOZINHOS, romance. Escrito na primeira pessoa, o narrador, um tal Porto Brandão, é um polícia corrupto, racista, machista, ele próprio um assassino. O mistério é procurar saber quem anda a tentar desmascará-lo. 1ª edição, ASA, Lisboa
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Publicação do romance, O homem duplicado, de José Saramago Publicação do romance, Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes Publicação do romance, Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares Publicação do livro de contos, Como se fosse o último, de Miguel Miranda Publicação do romance, Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago
O Presidente da República Jorge Sampaio, dá posse ao XV Governo, de Durão Barroso O primeiro-ministro Durão Barroso demite-se para assumir a presidência da Comissão Europeia Nomeação por Jorge Sampaio do XVI Governo, de Santana Lopes Jorge Sampaio demite o primeiro-ministro Santana Lopes e dissolve a Assembleia da República
2005
Ademar, Carlos (Vinhais, 1960 -) investigador criminal, secção homicídios, da P.J., escritor. O CASO DA RUA DIREITA, romance. Uma brigada dos homicídios da P.J., investiga o assassinato do capitão Matias. O relato dessa investigação debruça-se não só sobre os métodos estratégicos e meios utilizados pelos agentes responsáveis, como da vivência pessoal e colectiva desses mesmos agentes. 1ª edição, Oficina do Livro, Lisboa.
Araújo, Rui A AMANTE FATAL, romance. O inspector Miguel Neves ao investigar o assassinato do advogado Júlio Passarinho, vê-se confrontado com a manipulação dos acontecimentos efectuada pela diabólica amante da vítima, Florinda de seu nome, embora não seja ela o único suspeito. 1ª edição, Oficina do Livro, Lisboa.
Carmelo, Luís O INVENTOR DE LÁGRIMAS, romance. 1ª edição, Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa.
Flores, Francisco Moita EM MEMÓRIA DA ALBERTINA, QUE DEUS HAJA, romance. 1ª edição, Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa.
Loureiro, Manuel José Trindade (Lisboa, 19/07/1928 -) CHANDLER & MARLOWE, duas biografias com verdade e ficção. Chandler, é o Raymond, Marlowe, .é o Philip. uma dupla famosa. O primeiro é escritor e, como tal, um dos grandes clássico da chamada literatura policial, o segundo, criatura nascida da imaginação do primeiro, protagonista narrador de todos os seus romances, modelo acabado do herói-detective, solitário e íntegro, homem de honra e de consciência. 1ª edição, do autor, Lisboa.
Moreira, José Carlos (Porto, 1943 -) ex-inspector da P.J., escritor. O RETRATO DE JUDITE, romance. Relato de humor crítico, sobre como agem, se chocam e se entrelaçam as sociedades policiais e criminais, seguindo o dia a dia do agente Gervásio da polícia de investigação. 1ª edição, Oficina do Livro, Lisboa.
Moreira, Júlio NOTÍCIAS DO LABIRINTO, romance. Um acidente de viação que tenta esconder um crime político. 1ª edição, Âmbar, Lisboa.
Rosado, Pedro Garcia (Lisboa, 1955 -) jornalista, tradutor, escritor CRIMES SOLITÁRIOS, romance. Primeiro livro do autor que com ele inicia a série O estudo do crime. Um thriller português, ao jeito americano, em que os protagonistas são um inspector da polícia, ambicioso e corrupto, e um jovem jornalista, cobarde e homossexual, que se< confrontam com um comerciante de negócios escuros e passado criminoso. Uma espiral trágica de violência, ganância, droga, sexo, de onde ninguém sai ileso. 1ª edição, Temas e Debates, Lisboa.
Tordo, João (Lisboa, 1975 -) cronista, tradutor, guionista, escritor. O LIVRO DOS HOMENS SEM LUZ, romance. Livro que pode fazer recordar, a quem pode, um outro, de outros tempos, chamado O mistério dos corpos sem luz, de José de Natividade Gaspar. Temas e prosas diferentes, sem dúvida, mas se os corpos sem luz são os dos alienados a quem falta a luz da razão, aos personagens do livro do João Tordo, o homem isolado, o casal soterrado, o jovem ameaçado, o médico paranóico, a alienação não está longe. 1ª edição, Temas e Debates, Lisboa.
Vegar, José (Luanda, Angola, 6/03/1969 -) doutorado do ISCTE, jornalista, escritor. CERCO A UM DURO, romance. 1ª edição, Casa das Letras, Lisboa.
Viegas, Francisco José LONGE DE MANAUS, romance, vencedor do Grande Romance da APE. 1ª edição, ASA, Lisboa.
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Publicação do romance, Sem nome. de Hélder Macedo. Publicação do romance, As intermitências da morte, de José Saramago.
O Presidente da República Jorge Sampaio dá posse ao XVII Governo Constitucional do primeiro-ministro José Sócrates.
19 de novembro de 2021
PARA A HISTÓRIA DA LITERATURA POLICIAL PORTUGUESA QUE UM DIA ALGUÉM HÁ-DE ESCREVER - 14
OS PRIMIROS VINTE ANOS DO SÉCULO XXI
2001
Flores, Francisco Moita (Moura, 23/02/1953 - ): Licenciado em História, escritor, ex-inspector da PJ. O CARTEIRISTA QUE FUGIU A TEMPO, romance. O protagonista é conhecido por Fred Astaire, talvez por dançar bem, embora seja como carteirista que é realmente uma estrela. Mas o negócio está fraco.Com as caixas Multibanco, já não há necessidade de ter muito dinheiro no bolso. Há, pois, que mudar de rumo.Fred Astaire e mais quatro comparsas lançam-se no conto do vigário. O que não faltam são tansos. Uma história bem contada e divertida. 1ª edição, Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa
Lobo, Domingues (Santa Combadão, 01/13/1946 -): Encenador, programador cultural, escritor. AS MÁSCARAS SOBRE O FOGO, romance. 1ª edição, Veja, colecção Círculo Negro, Lisboa.
Pereira, Ana Teresa (Funchal, Madeira, 1958 -): Escritora. A LINGUAGEM DOS PÁSSAROS, romance. A DANÇA DOS FANTASMAS, dois contos, o primeiro dando o nome ao livro, e é ele o policial. Bem mais revelador seria intitulá-lo: A teia da aranha ou Um pesadelo chamado Jenny. Jenny, uma serial killer, uma verdadeira aranha a tecer a sua teia à volta das suas vítimas. 1ªs edições, Relógio d'Água, colecção Crime Imperfeito, Lisboa.
Santos, Vítor (Setúbal, 04/11/1948 -), escritor. RETRATO DE POLÍCIA COM CRIME POR FUNDO, monografia romanceada. 1ª edição, Câmara Municipal da Moita, Moita.
Utne, Margarida, escritora. TERRA INCÓGNITA, romance. 1ª edição, Caminho, nº 198 da colecção Policial Caminho, Lisboa.
Viegas, Francisco José (Pocinho, Vila Nova de Foz Côa, 1962 -) UM CRIME CAPITAL, romance. No ano em que a cidade do Porto é capital europeia da cultura, o inspector Jaime Ramos investiga três crimes que se interligam: um acontecido nos jardins da Fundação de Serralves, vitimando um casal de amantes, outro numa tranquila rua de Paranhos, contra um judeu brasileiro, e o terceiro, sobre uma jovem rapariga, no caisdas Pedras. 1ª edição, ASA, Lisboa.
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Publicação do romance, Que farei quando tudo arder? de António Lobo Antunes. Publicação do romance, A maldição do louva-a-deus, de Miguel Miranda. ----------------
A cidade do Porto, capital europeia da cultura. Re-eleição do Presidente da República, Jorge Sampaio. Demissão do primeiro-ministro António Guterres, face à expressiva vitória do PSD e derrota do PS nas eleições autárquicas.
2002
Bergström, Gustaf Adolf (Cabo Verde, 1882 - Rio de Janeiro, Brasil, 23/06/1916), de origem sueca, professor, jornalista, escritor. AS VITÓRIAS DA LÓGICA, contos. Publicado pela primeira vez em 1910, em Coimbra, em edição de autor, com o subtítulo, Aventuras de Sherlock Holmes. São quatro as aventuras, ou melhor dito, os pastiches sobre as investigações do grande detective de Conan Doyle: Os brincos de brilhantes, O inspector cúmplice, A chapa misteriosa, O enigma da couraça. 1ª edição, Livros do Brasil, nº 658 da colecção Vampiro, Lisboa.
Carmelo, Luís (Èvora, 25/08/1954 -), professor de Semiótica, Estética e Teoria da Cultura, escritor. MÁSCARAS DE AMSTERDÃO, romance. Do editorial: Talvez seja um policial poético, um thriller irrespirável ou um romance contemporâeo de costumes. 1ª edição Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa. 1ª edição, Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa.
Correia, Clara Pinto A ARMA DOS JUÍZES, romance. Thriller policial centrado no subúrbios de Lisboa. 1ª edição, Relógio d'Água, Lisboa
2003
Flores, Francisco Moita FILHAS DO VENTO, romance. Baseado no guião da telenovela, Filhas da memória do vento, transmitida em 1997. BALLET ROSE, romance. Baseado no guião da telenovela, Ballet Rose, transmitida em 1998, série Outras Narrativas. NÃO HÁ LUGAR PARA DIVORCIDAS, romance. Passa-se em Portugal, num futuro nõao muito longínquo, onde reina o terror paranóico +elo terrorismo. Um jovem iletrado e mal formado, corrido da sua aldeia por vender droga e ser ladrão, arranja emprego num partido político e, a partir daí, por ínvios caminhos, chega a deputado e depois a ministro. 1ªs edições, Editorial Notícias, colecção Escrito em Português, Lisboa.
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Publicação do livro, Ao encontro de Espinosa, de António Damásio. Publicação do romance, Boa tarde às coisas aqui em baixo, de António Lobo Antunes. Publicação do romance, Fantasia para dois coronéis e uma piscina, de Mário de Carvalho
7 de novembro de 2021
As eleições da crise
Não me surpreende, mas se de acordo com as apressadas sondagens, o eleitorado entende que os principais culpados da crise, o chumbo do orçamento, são, o primeiro ministro, o governo, o PS; que o presidente da República, fosse como fosse, devia ter permitido, insistido, por um segundo orçamento do governo em exercício; e que, embora se prepare para dar a a vitória ao PS nas próximas eleições, (de 30 de dezembro como já sabemos), mas sem maioria absoluta, o que pouco ou nada resolverá, mantendo o provável impasse, bem tramados estamos. os trabalhadores, o povo, o país. O PS, depois de seis anos a governar o país (quem o fez, significadamente, melhor?), face a um presidente da República da direita (anti socialista como toda ela o é), aguentando a áspera ajuda duma esquerda radical (que o odeia), enfrentando uma pandemia insensível e criminosa, bem merecia, e merece, a oportunidade de uma vitória eleitoral de maioria absoluta. Para além da relutância habitual, o país bem necessita dela, agora.