4 de janeiro de 2022

Dois assuntos: Sobre a operação Marquês e sobre os debates eleitorais

 

Passados cinco anos, o Conselho Superior de Magistratura desdiz-se e informa que houve trafulhice, falsificação e manipulação, na distribuição do processo Marquês (caso Sócratres), mas, simultaneamente, dá como caducado o direito a um procedimento disciplinar.                                                                                                                             O ex-primeiro-ministro José Sócrates, uma das personagens mais envolvidas em todo o processo, em carta aberta ao Conselho, que foi publicada no Jornal de Notícias e reproduzida no blogue Estátua de Sal, denuncia com clareza e minúcia como tudo se passou e quem foram os intervenientes e interessados.                                                      Muito do que se vem passando na Justiça dá-me razão quando penso que o 25 de abril foi muito benevolente com ela e com quem a exercia, quanto ao seu passado (como esquecer, por exemplo os tribunais plenários).


Mudando de assunto, não resisto a divulgar o comentário do embaixador Seixas da Costa, no seu blogue Duas ou três coisas, sobre o debate televisivo Rui Rio/Ventura:  Rui Rio esteve bastante mal, atropelado por André Ventura, sempre à defesa, sem conseguir segurar o debate. Para o eleitorado potencial do Chega, o discurso de André Ventura funciona em pleno. A continuar neste registo embaraçado. Rui Rio não convencerá os eleitores. Foi uma boa noite para António Costa.

 

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